Vereda Estreita
                                                
Poder, preconceito e dialética


Ilustração: Ricardo Bezerra / Divulgação.

 

O Patrão Cordial é uma adaptação de O Senhor Puntila e Seu Criado Matti, peça de Bertolt Brecht feita durante o período que morou na Finlândia com base nos rascunhos da escritora Hella Wuolijoki e no filme Luzes da Cidade, de Charles Chaplin. A história desta montagem brasileira se passa numa fazenda no Vale do Paraíba, São Paulo, no início dos anos 70. As cenas, uma sequência de ações independentes, mostram o cotidiano vivido por João Cornélio do Brasil, o patrão, e por Vítor do Vale, o empregado, no período que vai dos preparativos à derrocada do noivado de Vidinha, filha de Cornélio, com Hélio, o adido.

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Álbum: Ato contra o escândalo do metrô 14.ago.2013


Catraca do MPL sendo carregada durante a manifestação.  Foto: Susan Ritschel.

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não faltou gás lacrimogênio


Foto: Ninja – Narrativas Independentes, Jornalismo e Ação.

não faltou gás lacrimogênio.
não faltaram bombas atiradas a torto e a direito pelas ruas e calçadas, contra manifestantes ou pessoas que estavam passando ou voltando para casa depois de um dia de trabalho.
não faltaram policiais partindo com moto para cima de pessoas, em plena calçada.
não faltou policial atirando duas bombas a esmo, numa calçada repleta de gente, após ouvir manifestante gritando “lindo PM, bate no povo mesmo”.
não faltou gente olhando manifestante correndo e, alternando cara de medo e de ódio, dizendo “olha eles aí”

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Do alvo à escuridão, as raízes da sociedade sob questionamento


Trecho da peça Morro como um país, da Kiwi Cia de Teatro. Foto: Olegário A. Filho.

As escadas levam a um sótão todo ele branco com algumas janelas retangulares nas paredes laterais. Um grande ambiente vazio com as vigas de madeira e forro à vista, tudo é branco. Mas a cor não significa paz, “nós não estamos em paz” e os que passaram por lá souberam muito bem. Ali, naquele sótão, os opostos se mesclarão incessantemente durante uma hora e meia. Ali, aquele sótão e a atriz se tornarão seus pares de outros tempos e dos tempos de hoje: a Escuela de Suboficiales de Mecánica de la Armada (ESMA), o Edificio Libertad, o DOPS, a Casa da Morte, Heleny Guariba, Alexandre Vannucchi, Marighella, os filhos de maio, as vítimas dos ninjas

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Girandêra Clariada




// 15 de mar de 2013
Girandêra Clariada


Clarianas. Foto: João Cláudio de Sena.

“Clariana” para brindar o nascimento da menina Ana, que vingou mesmo com o desengano das parteiras. Para as festas no terreiro, os batuques de “Êre” e as lágrimas de “Canto a Iemanjá”. Para os momentos de inundeira, a força de fibra de “Enchente”.

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Justiça pra quem?




// 27 de fev de 2013
Justiça pra quem?


Vão Livre do MASP, 24 de novembro de 2011. Foto: Olegário A. Filho.

Como já bem divulgado por jornais, o Ministério Público fez uma denúncia referente aos estudantes que OCUPARAM a reitoria da Universidade de São Paulo (USP) ano passado.

Na matéria publicada pelo Estadão (1), alguns elementos me chamaram a atenção: o termo “invasão” estampa uma das manchetes da capa, enquanto que, no texto em si, se fala que estudantes “ocuparam” a reitoria. Empregar esses dois termos como sinônimos me parece muito aquém do que um jornalismo BÁSICO deve fazer, independentemente da linha editorial da publicação.

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O remendo que esgarça


Pouco antes do meio-dia. Calor. A porta do ônibus abre. O barulho quase ensurdece. Para mim, é um sinal de boas-vindas dizendo “bem-vindo à essa panela de pressão constante chamada São Paulo”.

- O que será que aconteceu?
- As chuvas… deve ter alguma árvore caída, ônibus quebrado…
- As chuvas estão demais, né? Sem condição!
- É… São Paulo tá um inferno… (mais…)


#ExisteAmorEmSP: 21-out-2012


Vídeo: Fora do Eixo.

A cidade era São Paulo. O dia, 21 de outubro de 2012. Na praça, milhares. O rosa se destacava. Nem todos trajavam a cor, é verdade. Talvez por não saber exatamente do que se tratava. Ou simplesmente por não ter uma camiseta rosa em casa. Ou por algum resquício homofóbico. Ou por ter um pé atrás, achando que era uma festa disfarçada pró-PT. Ou ainda porque foi ler um livro na praça e acabou encontrando a festa… Mas ainda assim o uso do rosa choque era absurdamente acima da média cotidiana. E de qualquer maneira, a imensa maioria vestia (ou passava a conhecer) o espírito Rosa Choq_ que propunha uma cidade mais humana, mais aberta, mais livre.

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O terror do lado de fora da tela


 

Havia uma orquestra inteira para musicar um clássico. Mas “SHIIIIU”, foi uma das trilhas sonoras mais pedidas do filme.

“Mas gente, é um filme mudo”, responde o cara ao meu lado, brilhante na sua imbecilidade.

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Silêncio.




// 07 de nov de 2012
Silêncio.


 

Desço do ônibus. Levemente exaurida pelo cansaço de 3h bem cronometradamente dormidas. Ao chegar no metrô Butantã, constato a espera que me aguarda de um ônibus que já partiu. No cansaço das pernas, me equilibro no meio fio da calçada. “Ai, que canseira. Tomara que não demore”, ouço da mulher que se chega para perto de mim.

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Catarse Paulistana




// 18 de out de 2012
Catarse Paulistana


Decoração da base de som da Matilha Cultural. Foto: Olegário A. Filho.Decoração da base de som da Matilha Cultural. Foto: Olegário A. Filho.

Minha procura pelo Rosa Choq_ chegava a ser insana. Mirava em todas direções, lugares. No ônibus, metrô, nas ruas. E o que encontrava não me satisfazia. Rosa apenas em alguns detalhes nas roupas de quem passava. No máximo, uma camiseta. E mesmo os poucos que carregavam a cor não demostravam vestir o espírito Rosa Choq_ proposto pra aquela noite na Praça Roosevelt. (mais…)


Festival do ROSA Choq_




// 01 de out de 2012
Festival do ROSA Choq_



Imagem: divulgação.

Há muito muito mais de 20 anos essa cidade não prega o amor. Digo 20 anos porque amanhã, 2 de outubro, completaremos 20 anos do Massacre do Carandiru: 111 mortos e até hoje nenhum condenado. Aliás, muitos aplaudiram de pé e aplaudem ainda hoje.

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