Trecho da peça Morro como um país, da Kiwi Cia de Teatro. Foto: Olegário A. Filho.
As escadas levam a um sótão todo ele branco com algumas janelas retangulares nas paredes laterais. Um grande ambiente vazio com as vigas de madeira e forro à vista, tudo é branco. Mas a cor não significa paz, “nós não estamos em paz” e os que passaram por lá souberam muito bem. Ali, naquele sótão, os opostos se mesclarão incessantemente durante uma hora e meia. Ali, aquele sótão e a atriz se tornarão seus pares de outros tempos e dos tempos de hoje: a Escuela de Suboficiales de Mecánica de la Armada (ESMA), o Edificio Libertad, o DOPS, a Casa da Morte, Heleny Guariba, Alexandre Vannucchi, Marighella, os filhos de maio, as vítimas dos ninjas…



































