Parabéns, São Paulo: 4 shows!

Publicado em 19 de janeiro de 2008, às 19:28. | 6 Comentários

Artigo sobre Cultura Popular, Música, Shows.


Funk Como Le Gusta
Foto por Fernando Grangeia.

A cidade de São Paulo irá comemorar, no dia 25/01, seus 454 anos de vida contraditória e peculiar que fizeram deste lugar a grande mistura de culturas. Mistura no sentido de miscigenação, convivência no mesmo espaço, aprendizado…

Como de costume, uma tarde e início de noite com muitos shows às “margens plácidas”, em frente ao Museu do Ipiranga (Museu Paulista-USP). E a programação deste ano está muito boa! Sons africanos, mpb, funk, sambalanço, samba-rock… Você irá perceber que o ponto de encontro entre os artistas são as origens e influências dentro da temática África-Brasil.

Abrindo a série, teremos o som do Coral Kholwa Brothers, da África do Sul, às 15 horas. Eles já estiveram no Brasil participando de um intercâmbio cultural. Na ocasião, ensinaram canto e dança ao Projeto Dança Comunidade para a montagem do espetáculo Milágrimas (2006), do qual também participaram da gravação da trilha sonora.

Mas o que será apresentado é o Isicathamiya, que é um tipo de canto popular sul-africano de coro a capella e que durante o apartheid, virou um movimento de expressão urbana. A modalidade surgiu nas minas de ouro que concentravam os homens zulu da província de KwaZulu-Natal, pois a música é para este povo “uma forma de celebrar, ou uma maneira demostrar felicidade quando as pessoas estão juntas”. Então, para combater a saudade, eles cantavam nos albergues, à noite. Porém, não eram todos que estavam dispostos a cantar, porque a jornada era duríssima, fazendo com que parte deles preferisse dormir. Por não haver mulheres (que tinham) e por não poder fazer muito barulho, já que outros companheiros queriam dormir, houve um processo adaptativo cultural, o que permitiu àquele povo manter sua identidade longe de casa. Saiba mais, aqui.

Achei dois pequenos vídeos que não são do Kholwa Brothers, mas trazem o canto “verdadeiro” em uma comunidade na África do Sul:

South Africa - true Isicathamiya - old boys

Seguindo, teremos a Banda Glória às 16h30. Basta dar uma passadinha em seu site para ouvir algumas das músicas. Logo irá perceber os arranjos e a alegria. Aliás, procuram deixar isso bem claro no sítio. E cá pra nós, é o mínimo que poderiam fazer, já que várias músicas são de grandes compositores, como Pixinguinha, Noel Rosa, Tom Jobim, Chico Buarque, Cartola, entre outros. As expectativas são grandes e acredito que os 18 músicos da Glória irão superá-las!

Às 18h30, sobe ao palco o Funk Como Le Gusta. Não faz muito tempo que começaram a aparecer para o grande público em função da gravação da música 16 toneladas. Apesar de ser formado em 1998, os 10 músicos estão há bastante tempo na estrada. Para se ter uma noção do tempo e ecletismo de estilos, alguns deles integram ou integraram conjuntos como: Karnak, Titãs, Z4-Percussão Ambulante, Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo, entre outros.

Abaixo, uma entrevista de 2007 que o trompetista Marcelo Cotarelli deu ao Podcasting Brasil pode dar um bom panorama sobre o FCLG:

Clique para ouvir:

icon for podpress Podcast [35:26m]: Play in Popup | Download

E fechando a seqüência, às 20 horas, Jorge Ben Jor. Se João Gilberto inventou a batida da Bossa Nova, Jorge Ben inventou o “esquema novo” do samba. Sei que ele não precisaria de apresentações, mas às vezes as pessoas não dão o verdadeiro valor a um artista. Luiz Américo define Jorge Ben da seguinte maneira: “(…) cantor e compositor carioca que iria trazer para o público brasileiro um novo som, um samba estilizado, diferente das concepções bossanovistas, com uma negritude e um balanço jamais vistos em nossa música popular, onde sua batida de violão, aliada a uma linha melódica totalmente renovada e moderna mais a ingenuidade de suas letras revelaram uma nova maneira de interpretar o samba, que ele chamou de esquema novo, título de seu primeiro LP lançado em 1963(…)”. Luiz considera o LP Samba Esquema Novo um dos 100 fundamentais para entender a Música Popular Brasileira. Leia aqui o texto completo.

Confesso que o artigo sobre o show está bastante denso, mas, se você chegou até este parágrafo após ler, assistir e ouvir tudo (inclusive o que está em outras páginas sugeridas), sabe que assistirá ao show com outros olhos.

Resolvi colocar um roteirinho que você poderá achar em qualquer site por ai:

Atrações

15h00 – Coral Kholwa Brothers
16h30 – Banda Glória
18h30 – Funk Como Le Gusta
20h00 – Jorge Ben Jor

Data: 25/01/08 (sexta-feira).

Local: Parque Independência - Bairro do Ipiranga - São Paulo
Fonte dos horários: www.prefeitura.sp.gov.br/po…

Bons shows!

Olé




O Grito

Publicado em 17 de janeiro de 2008, às 18:46. | 3 Comentários

Artigo sobre Colunistas, Música.


Um dos maiores prazeres da vida é aprender. Dizem que estamos aqui para isso. Neste caso, tanto faz o ponto de vista, aprender continua sendo um tesão. Mas, neste post, quero falar de um aprendizado específico:

- Alguém aí gosta de música?

Conheço gente fanática, que abusa da internet de banda larga, sem limite de downloads, e se música fosse colesterol, o tema do filme “Super Size Me” seria o surgimento do emule ou do torrent. E conheço aqueles que estudam música para fazer música. Para mim, ambas são formas de vida fantásticas. Ouvir e tocar são sensações muito diferentes, e uma não exclui a outra.

Estudar música diz respeito a muitas partes, desde a história da música, seu papel social, até tocar um instrumento, entender sobre harmonia, os tipos de escala, ritmo, etc. E uma das partes mais importantes é ouvir. Nesse quesito, a internet deu um belo empurrãozinho, digno dos apetrechos do coiote para alcançar o papa-léguas.

Pesquisar sobre música demanda tempo, ler sobre os artistas, resenhas e críticas de álbuns, shows organizados para tantos públicos diferentes que os estilos e os nomes dos estilos de música merecem um dicionário próprio. Mesmo assim, e principalmente por isso, pesquisar é preciso.

No momento, estou exatamente nessa fase de pesquisar. Então, toda essa introdução foi só uma proposta indecente. Vamos trocar figurinhas.

De uns tempos pra cá, mergulhei em um limbo no fenômeno da organização sonora que me deixa intrigado, angustiado - O jazz.

Por isso, aqui vai a minha contribuição para quem gostaria de conhecer mais sobre jazz, e qualquer outra vereda musical: ouça muito. Para ouvir, a coleção de jazz da folha, com lançamentos semanais, é uma ótima pedida. Os CD’s são baratos (os CD’s de jazz normalmente são importados, o que encarece muito) e vêm com uma biografiazinha do artista. Ótimo para quem está começando.

Recomendo também o bar All of Jazz. Ambiente intimista, com bandas de jazz, bebidas, petiscos, e uma loja de CD’s e DVD’s de jazz e blues no segundo andar do recinto. Algo fascinante no jazz é a interação entre a banda e o público, e nesse bar, ficamos coladinhos nos artistas.

Para ler, tem o livro “A História Social do Jazz”, de Eric J. Hobsbawn. O cara é um historiador, desses malucos, fanático por jazz. O título do livro é auto-explicativo, e é interessante ver como as questões sociais influenciam na música. Um ótimo começo. O livro trata de outras coisas mais específicas do jazz também, vale a pena. E vale lembrar: é necessário um bom filtro para que se tenha uma boa leitura.

Quem tiver dicas para compartilhar, deixa um comentário. É mais estimulante percorrer essa trilha acompanhado. Ter alguém com quem comentar as descobertas.

Boa degustação!

Swan Yuki, estreando.




O Incrível Mundo dos Recordes

Publicado em 15 de janeiro de 2008, às 1:33. | 2 Comentários

Artigo sobre Colunistas, Plásticas, Reflexão.


Tirinha by Rafael Machado

Rafael Machado




Uma noite no cinema

Publicado em 13 de janeiro de 2008, às 19:53. | 8 Comentários

Artigo sobre Cinema.


Dormindo no metrô

Passei minha noite de sexta acordado curtindo o chamado “Noitão de filmes” do HSBC Belas Artes. O tema desta sessão tripla neste mês era “Mistérios e Mentiras”, contando com o francês “A quase verdade”, o candidato a cult movie “Paranoid Park” e o filme surpresa “O hotel de um milhão de dólares”.

Apesar da sessão ser muito longa, começando às 0h na sexta e terminando às 7h no sábado, é uma ótima opção alternativa para quem está na rotina bar e balada da noite paulistana. Durante os intervalos entre os filmes rolam conversas animadas e muito café. Por falar em café estão incluso neste pacote de R$18 (R$9 a meia) as três sessões e um café da manhã muito bom, que te ajuda a voltar pra casa depois de 7h seguidas de cinema.

A sessão “Noitão” acontece normalmente no segundo final de semana do mês. No mês de fevereiro entretanto teremos o carnaval nesta data, então os organizadores adiantaram a sessão para o dia 1º de fevereiro. Já está prometido para este dia o novo filme de Tim Burton, Sweeney Todd. Vale a pena conferir! Segue a baixo o trailer do filme.

Daniel Possa




Promoção “Meu nome não é Johnny” encerrada

Publicado em 11 de janeiro de 2008, às 2:12. | 3 Comentários

Artigo sobre Promoção.


Cartas recebidas

Primeiramente obrigado a todo mundo que participou da promoção, é muito bom ver o interesse do público no cinema nacional. Sem mais demoras, segue a lista dos ganhadores:

Fabiola Pedroso
Fernando R. Vieira
Letícia L. Longo
Norma L. Nascimento
Thássius Veloso

Parabéns a todos! E se você não ganhou, não desista, esperamos fazer mais promoções aqui no Vereda Estreita.

Até mais!

Daniel e Olé




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