Um dos maiores prazeres da vida é aprender. Dizem que estamos aqui para isso. Neste caso, tanto faz o ponto de vista, aprender continua sendo um tesão. Mas, neste post, quero falar de um aprendizado específico:
- Alguém aí gosta de música?
Conheço gente fanática, que abusa da internet de banda larga, sem limite de downloads, e se música fosse colesterol, o tema do filme “Super Size Me” seria o surgimento do emule ou do torrent. E conheço aqueles que estudam música para fazer música. Para mim, ambas são formas de vida fantásticas. Ouvir e tocar são sensações muito diferentes, e uma não exclui a outra.
Estudar música diz respeito a muitas partes, desde a história da música, seu papel social, até tocar um instrumento, entender sobre harmonia, os tipos de escala, ritmo, etc. E uma das partes mais importantes é ouvir. Nesse quesito, a internet deu um belo empurrãozinho, digno dos apetrechos do coiote para alcançar o papa-léguas.
Pesquisar sobre música demanda tempo, ler sobre os artistas, resenhas e críticas de álbuns, shows organizados para tantos públicos diferentes que os estilos e os nomes dos estilos de música merecem um dicionário próprio. Mesmo assim, e principalmente por isso, pesquisar é preciso.
No momento, estou exatamente nessa fase de pesquisar. Então, toda essa introdução foi só uma proposta indecente. Vamos trocar figurinhas.
De uns tempos pra cá, mergulhei em um limbo no fenômeno da organização sonora que me deixa intrigado, angustiado - O jazz.
Por isso, aqui vai a minha contribuição para quem gostaria de conhecer mais sobre jazz, e qualquer outra vereda musical: ouça muito. Para ouvir, a coleção de jazz da folha, com lançamentos semanais, é uma ótima pedida. Os CD’s são baratos (os CD’s de jazz normalmente são importados, o que encarece muito) e vêm com uma biografiazinha do artista. Ótimo para quem está começando.
Recomendo também o bar All of Jazz. Ambiente intimista, com bandas de jazz, bebidas, petiscos, e uma loja de CD’s e DVD’s de jazz e blues no segundo andar do recinto. Algo fascinante no jazz é a interação entre a banda e o público, e nesse bar, ficamos coladinhos nos artistas.
Para ler, tem o livro “A História Social do Jazz”, de Eric J. Hobsbawn. O cara é um historiador, desses malucos, fanático por jazz. O título do livro é auto-explicativo, e é interessante ver como as questões sociais influenciam na música. Um ótimo começo. O livro trata de outras coisas mais específicas do jazz também, vale a pena. E vale lembrar: é necessário um bom filtro para que se tenha uma boa leitura.
Quem tiver dicas para compartilhar, deixa um comentário. É mais estimulante percorrer essa trilha acompanhado. Ter alguém com quem comentar as descobertas.
Boa degustação!
Swan Yuki, estreando.
Comentários
3 comentários para o artigo “O Grito”
Deixe um comentário!


Meninos, parabéns pelo blog!
Adorei o post sobre jazz.Obrigada, Swan, por comentar suas descobertas.
Beijos e abraços,
Camila (filha)
Jazz e blues trazem o espírito áfrica q tem dentro de mim.
Com certeza são meus ancestrais pedindo seu som.
E para completar, devo comentar sobre a banda Blues Etílicos.
Sendo a banda mais famosa de blues brasileira, o som é uma delícia!
Vale muito a pena conferir o trabalho deles.
http://www.bluesetilicos.com.br/
Cara gostei muito de vizitar teu blog vc fala sobre uma coisa muito interessante em São Paulo fica na paz abraços! continue fazendo um trabalho desses irá sempre ver elógios