Uma das grandes atrações de ontem na Virada Cultural era Zé Ramalho. Assim pensava muita gente. E muita, muita, muita gente resolveu assisti-lo. Porém, dezenas de corpos não ocupam o mesmo espaço. Estávamos muito longe do palco e mesmo assim, havia um fluxo constante de pessoas que impedia assistir ao show tranqüilamente. Tivemos que recuar. Após entrarmos em uma rua ao lado (a situação estava só um pouco melhor), o Zé cantou: Êêêê ôôô vida de gado! / Povo marcado / Povo feliz. Não havia melhor canção. Era literal!
Zé Ramalho cantando “Beira-mar” – Palco São João – Virada Cultural 2008
Claro que um evento desta magnitude tem problemas! Mas, ano passado, aconteceu a mesma coisa: as primeiras horas da Virada estavam com várias atrações superlotadas ou com intermináveis filas.
Concordo plenamente que a área do público do palco principal (Palco São João) foi ampliada. Agora, é evidente que o evento precisa de 3 palcos principais e com shows no mesmo instante.
Então, se você achava que tinha perdido o show, comemore!
A causa só pode ser sede. Não consigo ler de outra forma a quantidade de pessoas! Mesmo São Paulo sendo uma cidade extremamente cultural, com coisas boas para se fazer todos os dias, seria uma grande redundância da minha parte, mas: a população brasileira é carente de Cultura. E nem estou falando de qualidade!
O ideal é que os lugares fossem bastante agitados pela prefeitura (leia Governo) sempre, e não uma, duas, ou três vezes por ano. Precisamos viver cultura. Não só reproduzindo, criando também. Mais verbas destinadas para isso (e sem tirar de nenhuma biblioteca!). Investimentos nos artistas!
Bons sonhos!
Olé







