É provável que você já tenha visto estes comerciais encomendados pelo TSE. Acho-os muito bonitos. Um belo texto, em duas versões: uma narrada por uma criança e outra narrada pelo Abujamra. Difícil não admirar.
Versão narrada pela criança
Versão narrada por Antônio Abujamra
Um amigo meu me disse recentemente que “publicidade é diferente de arte”. Sabe-se que as artes são, desde tempos remotos, usadas como divulgadoras de idéias, com todos os seus apelos argumentativos. Não quero discutir aqui se publicidade é arte (muito menos definir uma das duas!). Só mostrar que as coisas não podem estar tão distantes assim. Se não puder dizer que ela é arte (ou artística), pelo menos que me deixem dizer que está a beira dela. Não dá pra negar que nestes segundos nos transportam para aquele passado recente, combativo, com causa clara. Os ícones, o texto, a narração… transmitem a idéia de que tudo aquilo não foi só sonho e nem à toa.
Só não podemos nos esquecer de algumas coisas: da impunidade da ditadura; de que se fizermos esse balanço, praticamente as vidas das pessoas que lutaram, de nada valeram; de que são poucos os políticos sérios por aqui; de que falta informação (conhecimento) para grande parte da população; de que ainda vivemos uma ditadura velada…
Ao mesmo tempo, podemos interpretar esses comerciais da maneira que o TSE deseja: transformar o caráter obrigatório em um direito (sem contar a intenção dos jovens tirarem o título de eleitor o mais rápido possível). Ou ir além, discutindo, cobrando, nos tornando realmente mais ativos politicamente.
O único limite que existe (por mais tênue que seja) entre a esperança e o pessimismo é o que faremos depois das urnas. É… quem sabe daqui a algumas décadas as coisas melhorem, não?
Olé







