Como imaginar isso? Depois de assistir a dois filmes do Festival Sesc Melhores Filmes 2009, chego em casa, ligo a televisão para ver algo enquanto tomava um lanche. Pra variar, nada de mais, só um filme com o Adam Sandler.
Por diversas vezes quase desliguei a TV. “Filminho bobo”. Mas não sei porque continuei ali. Talvez fiquei por causa de outro longa que o Sandler trabalhou, O Paizão. Acho que essa impressão ruim era pela estrutura da história: um controle remoto dá um poder estranho à personagem principal e depois ele acaba funcionando automaticamente… O filme só fica interessante quando o detalhe do controle remoto é superado e percebe-se a intenção daquilo tudo, quando a gente entende que aquela história pode ser a nossa.
Nunca pensei que eu fosse ficar tão mexido com um filme em uma situação tão corriqueira. despretensiosa. Deve ser por saber que a vida é curta, que passa depressa. Existe pouco tempo para fazer tudo: família, amigos, responsabilidades, projetos… e é inevitável ter que estabelecer prioridades. Neste instante, os erros podem acontecer e nunca mais serão consertados. O pior disso tudo é que não adianta querer viver mais se nossos queridos não estiverem aqui para partilhar esses momentos conosco. Sim, o filme fala sobre perda de tempo. Se já entendeu o recado, vá correndo assistir Click. Se não entendeu, vá também; quem sabe isso adianta o processo, pois, se estiver em idade avançada e perceber seus erros de prioridade, espero que ainda haja tempo para acertar e começar a viver intensamente.
Boas escolhas!
Olé
Comentários
Um comentário para o artigo “É tempo de escolhas”
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Cara,
é muito bom ver esse tipo de filme sendo comentado aqui no Vereda. Sem preconceitos, sem frescura.
Já assisti, e achei a mensagem legal, gosto desses filmes que tratam de problemas que podem ser vistas como clichês, auto-ajuda, e blá blá blá. Porque esses clichês, todo mundo conhece, mas pouca gente pratica de fato.
Hoje em dia, clichês podem virar um tapa na cara de muita gente, inclusive a minha!