Talvez a primeira tradução de título que me soou digna, passando do original em inglês “Eyes wide open” (ou “Olhos bem abertos”), para “Pecado da Carne”, fazendo referência à profissão do protagonista, um açougueiro, e a mazela vivida por ele. O mais interessante deste filme é perceber que as crenças têm tanta importância quanto lhes é conferida, mas interferem muito na vida de quem as crê. O filme toca na questão da homossexualidade na vida ortodoxa, que sequer reconhece a possibilidade do ato existir, mas se abala com a possibilidade. Não levanta nenhuma bandeira política ou religiosa, e talvez por isso seja um retrato da realidade de uma cultura, apenas. Não assume lado, não instiga discussão, simplesmente conta uma história que conta com muita interpretação corporal e visual compensando os diálogos curtos. Traz muita reflexão, e principalmente, a discussão dos padrões sociais e religiosos versus a liberdade individual. Deve ser visto.
Victor Gouvêa
Detelhes
Título original: Einaym Pkuhot / Eyes Wide Open
Países: Israel, Alemanha e França
Diretor: Haim Tabakman
Fotografia: Axel Schneppat
Trilha sonora: Nathaniel Mechaly
Ano: 2009
Estréia: 02 de abril de 2010
Salas de exibição
Trilha: Início // Cinema, Colunistas








