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	<title>Vereda Estreita &#187; Blogosfera e Internet</title>
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		<title>WikiLeaks: Mais perguntas que respostas</title>
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		<pubDate>Thu, 23 Dec 2010 20:54:32 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Clóvis de Barros Filho</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Foto: Takver. Na minha primeira coluna para o Vereda, escolhi falar deste tema que tanto tem gerado discussão na internet. O caráter inédito da iniciativa de Assange deixa o ser humano &#8211; sempre limitado e longe das verdades universais &#8211; sem saber muito bem como reagir. Pois bem, é nessas horas que mais precisamos refletir. [...]<div class="addthis_toolbox addthis_default_style " addthis:url='http://veredaestreita.org/2010/12/23/wikileaks-mais-perguntas-que-respostas/' addthis:title='WikiLeaks: Mais perguntas que respostas '  ><a class="addthis_button_facebook_like" fb:like:layout="button_count"></a><a class="addthis_button_tweet"></a><a class="addthis_button_google_plusone" g:plusone:size="medium"></a><a class="addthis_counter addthis_pill_style"></a></div>
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</ol>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>
<h5 style="text-align: justify;"><img class="aligncenter size-full wp-image-2596" title="wikileaks_takver" src="http://veredaestreita.org/wp-content/uploads/2010/12/wikileaks_takver.jpg" alt="" width="425" height="210" />Foto: <a title="Flickr: Takver" href="http://www.flickr.com/takver/" target="_blank">Takver</a>.</h5>
</p>
<p style="text-align: justify;">Na minha primeira coluna para o Vereda, escolhi falar deste tema que tanto tem gerado discussão na internet. O caráter inédito da iniciativa de <a title="Wikipédia: &quot;Julian Assange&quot;" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Julian_Assange" target="_blank">Assange</a> deixa o ser humano &#8211; sempre limitado e longe das verdades universais &#8211; sem saber muito bem como reagir. Pois bem, é nessas horas que mais precisamos refletir.</p>
<p style="text-align: justify;">Por ser esta a minha primeira coluna, cabe, antes de mais nada, estabelecer com você, leitor, um pequeno contrato. Assim, saberá o que esperar dos textos que aqui lerá. Buscarei sempre dar um ponto de vista filosófico e incomum às coisas do mundo. Não utilizarei, entretanto, vocabulário rebuscado e pedante. Faremos uma conversa. Por isso, sinta-se livre para falar você também comigo.</p>
<p style="text-align: justify;">Como qualquer manual de introdução à Filosofia nos ensina, filosofar é fugir do senso comum. Mais do que isso, é enfrentar as dificuldades que o mundo nos apresenta, realizando questionamentos, nunca nos contentando com aquilo que nos é dado pelo real.</p>
<p style="text-align: justify;">Ora, reflitamos, então!</p>
<p style="text-align: justify;">Muitos pontos saltam aos olhos como dificuldades evidentes em toda a situação envolvendo a <a title="Wikipédia: &quot;WikiLeaks&quot;" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/WikiLeaks" target="_blank">WikiLeaks</a>. Desde a função da mídia e do jornalismo na sociedade pós-moderna até a incógnita que esta organização é em si mesma, passando pela função do Estado, e pela força (ou falta de) da democracia.</p>
<p style="text-align: justify;">Iniciemos contestando aqueles (em especial alguns setores conservadores da mídia americana) que acham a iniciativa de caráter terrorista e traidor. Este é, sabe-se, o principal argumento daqueles que justificam o amplo boicote que diversas empresas realizaram contra Assange no último mês. Ora, não poderiam estar mais enganados.</p>
<p style="text-align: justify;">E esta opinião deriva do fato de que, primeiramente, a WikiLeaks promove efetivemanete um serviço público. Por que? Porque realiza (ou permite realizar) uma das tarefas fundamentais da mídia: o jornalismo investigativo. Não nos esqueçamos que um dos maiores escândalos da história dos EUA foi orgulhosamente desvelado por uma ação jornalística deste naipe. Trata-se evidentemente do <a title="Wikipédia: &quot;Caso Watergate&quot;" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Caso_Watergate" target="_blank">caso Watergate</a>.</p>
<p style="text-align: justify;">Hoje, a iniciativa dos vazamentos ganha caráter inovador pela ampla inércia na qual se encontra a mídia de massa. Meros reprodutores de uma polifonia discursiva, os meios são incapazes de realizar qualquer tipo de investigação mais séria. Daí o ódio a quem é capaz de realizar o jornalismo mais nobre de todos. Daí a busca de qualquer argumento que desmoralize a WikiLeaks. Estes mesmos algozes midiáticos de Assange aliar-se-iam àqueles de tempos atrás? Tentariam mesmo impedir o trabalho da mídia que revelou um dos maiores ataques à democracia americana de todos os tempos?</p>
<p style="text-align: justify;">Chegamos à democracia. Tão amada por nós, ocidentais capitalistas. Herdeiros do pensamento grego. Que maus herdeiros somos&#8230;</p>
<p style="text-align: justify;">É muito curioso deparar-se com a situação em que o Capital colocou Assange. Praticamente eliminando-lhe toda a possibilidade de transação econômica, buscou-se transformá-lo em uma espécie de indigente. A orquestração da operação ainda acabou por tornar cada vez mais esdrúxulos os argumentos para cada um dos ataques. Grandes empresas optaram por ceder a uma pressão do poder, frente a respeitar os valores de um regime político ou mesmo da prática costumeira.</p>
<p style="text-align: justify;">Pensemos, afinal. Quantos criminosos perdem seus direitos bancários? Se não me engano, a título de exemplo, redes de pedofilia virtual e todo o mercado negro que se utiliza da internet realiza operações com as mesmas companhias que baniram Assange. Digo isso pela mais pura lógica: se existe, é porque dá lucro. E se dá lucro é porque movimenta dinheiro. Se movimenta dinheiro pela internet, é porque usa banco.</p>
<p style="text-align: justify;">Aparentemente, as tais &#8220;normas para ser cliente&#8221;, tão citadas para banir Assange, não se preocupam muito com isso. No Brasil mesmo, os maiores criminosos são donos de verdadeiras fortunas, inimagináveis para a grande maioria da população. Todas bem protegidas em cofres e bancos de dados.</p>
<p style="text-align: justify;">Entendamos que a democracia que vivemos hoje só é como é porque alguém ganha com isso. Os direitos individuais, a liberdade, o fluxo de capital, a globalização, etc. servem a alguém, entenda. Não é por você nem pra você que tudo isso é feito. Aprenda com a WikiLeaks.</p>
<h5 style="text-align: justify;"><img class="aligncenter size-full wp-image-2599" title="assange_new_media_days" src="http://veredaestreita.org/wp-content/uploads/2010/12/assange_new_media_days.jpg" alt="" width="425" height="237" />Foto: <a title="Flickr: New Media Days" href="http://www.flickr.com/newmediadaysdk/" target="_blank">New Media Days</a></h5>
<p style="text-align: justify;">Ao primeiro tremor das bases do poder, não hesita-se em romper qualquer norma costumeira e/ou legal, democrática ou não para pôr fim ao importuno. A democracia que vivemos tem a mesma força que a vontade do homem de sair do poder. E o caso WikiLeaks nos demonstra com espantosa clareza.</p>
<p style="text-align: justify;">Mas, por que ela se tornou uma ameaça tão grande? A organização vazadora de documentos tem um caráter identitário jamais visto. Teria tudo para ser uma organização revolucionária. Mas é pós-moderna. É uma organização sem propósito aparente. Vaza por vazar. É o presente que vale, nele mesmo. Vazamento em si. A WikiLeaks não promove um modelo de mundo. Não tem ideologia. E esta é sua maior força rumo à universalidade que só é possível na Internet. Assim, resta ao receptor reinterpretar todos os vazamentos segundo o seu próprio julgamento da entidade vazada. E um mesmo documento pode gerar ódio em diferentes graus, por diferentes motivos. A denúncia ganha a sua força máxima.</p>
<p style="text-align: justify;">Por outro lado, o aparente caráter desinteressado da WikiLeaks transforma-a em entidade ainda mais forte. Gera muito menos questionamento sobre o que ela faz, e porque faz como faz.</p>
<p style="text-align: justify;">Dou um exemplo.</p>
<p style="text-align: justify;">Dia desses, parei meu carro na frente do prédio de um grande amigo. Saímos por algumas horas, e, na volta, o porteiro nos aborda, preocupado: &#8220;Olha, seu Clóvis, vieram uns três homens aí e ficaram olhando pro carro do senhor. Eu cheguei lá, perguntei se tinha algum problema e eles disseram que estavam só olhando&#8230;&#8221;</p>
<p style="text-align: justify;">A primeira coisa que senti foi gratidão pela lealdade e retidão do referido porteiro. Subi, jantei, me despedi e me preparava para partir. Quando passava pela portaria, fui abordado novamente: &#8220;Olha, seu Clóvis, da próxima vez a gente dá um jeito de o senhor colocar o carro na garagem, viu. Aí fica melhor.&#8221; Surpreso, agradeci, e disse que assim seria. Para ouvir em seguida: &#8220;Aí é só deixar um panetone pro porteiro, hehe&#8221;.</p>
<h5><img class="aligncenter size-full wp-image-2602" title="panetone_barbarah" src="http://veredaestreita.org/wp-content/uploads/2010/12/panetone_barbarah.jpg" alt="" width="425" height="232" />Foto: <a title="Flickr: Bárbarah * Magia do Trevo" href="http://www.flickr.com/people/bahconst/" target="_blank">Bárbarah * Magia do Trevo</a>.</h5>
<p style="text-align: justify;">Perceba a completa e radical mudança de perspectiva que a última frase coloca em toda a situação: Uma iniciativa desinteressada torna-se interessada, e, portanto, toda a história passa a ser vista sob um viés interessado. Afinal, não era de interesse do porteiro que eu ficasse preocupado? Age legitimamente, então, quando faz com que eu tenha medo de perder meu bem, aumentando ou até mesmo inventando uma história sobre o possível roubo de meu carro? Todo o discurso fica sob suspeita. Mas, que fique claro, confio na boa vontade de um funcionário dedicado. Por isso, dei-lhe o panetone e uma generosa caixinha.</p>
<p style="text-align: justify;">Mas se, por um lado, o desinteresse parece levar a uma abordagem mais verdadeira da realidade, por outro lado, pode não passar de dissimulação. É preciso manter a postura filosófica da dúvida.</p>
<p style="text-align: justify;">É difícil no mundo em que vivemos, e, mais ainda, sendo o que somos, imaginar ação completamente desinteressada. Por isso, a WikiLeaks, ainda que vítima de um ataque que fere a democracia como a imaginamos, é ainda uma incógnita. Bem intencionados? Transparentes? Reveladores da verdade? Quem são os homens por trás da cortina? O que querem? Quando pedirão seu panetone de natal?</p>
<p style="text-align: justify;">Clóvis de Barros Filho</p>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow: hidden;"><span id="yui_3_2_0_1_1293152625126651" class="name"> <a href="http://www.flickr.com/photos/takver/"><img class="buddyicon personmenu-trigger" src="http://farm4.static.flickr.com/3362/buddyicons/81043308@N00.jpg?1241083274#81043308@N00" alt="" width="24" height="24" align="absmiddle" /></a> <strong id="yui_3_2_0_1_1293152625126650" class="username">Por </strong></span></div>
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		<title>Literatura, Cinema e Blogosfera</title>
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		<pubDate>Thu, 18 Sep 2008 13:02:11 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Daniel</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Para quem acompanhou a ansiedade por assistir &#8220;Ensaio Sobre a Cegueira&#8221; de Fernando Meirelles, desde nosso post sobre o blog da produção até um post sobre Saramago, o tempo de esperar acabou. O filme estreiou na última sexta-feira no Brasil e pudemos finalmente conferir o ensaio no cinema. Sempre que um livro é transformado em [...]<div class="addthis_toolbox addthis_default_style " addthis:url='http://veredaestreita.org/2008/09/18/literatura-cinema-e-blogosfera/' addthis:title='Literatura, Cinema e Blogosfera '  ><a class="addthis_button_facebook_like" fb:like:layout="button_count"></a><a class="addthis_button_tweet"></a><a class="addthis_button_google_plusone" g:plusone:size="medium"></a><a class="addthis_counter addthis_pill_style"></a></div>
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			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">Para quem acompanhou a ansiedade por assistir &#8220;Ensaio Sobre a Cegueira&#8221; de <a title="Fernando Meirelles" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Fernando_Meirelles" target="_blank">Fernando Meirelles</a>, desde nosso <a title="Um ensaio sobre a cegueira das produtoras" href="http://veredaestreita.org/2008/03/18/um-ensaio-sobre-a-cegueira-das-produtoras/" target="_blank">post sobre</a> o <a title="Blog de Blindness" href="http://blogdeblindness.blogspot.com/" target="_blank">blog da produção</a> até um <a title="O Primeiro Nobel em Português" href="http://veredaestreita.org/2008/07/28/o-primeiro-nobel-em-portugues/" target="_blank">post sobre Saramago</a>, o tempo de esperar acabou. O filme estreiou na última sexta-feira no Brasil e pudemos finalmente conferir o ensaio no cinema.</p>
<p style="text-align: justify;">Sempre que um livro é transformado em filme as comparações são inevitáveis e os defeitos são sempre colocados no filme. Para mim são duas formas completamente diferentes de contar uma história e prefiro não me ater aos detalhes do que falta no filme ou do que mudou em relação ao texto. O que posso dizer com certeza é que, tanto quanto o livro, o filme deixa o espectador com reflexões ao final, ninguém passa intacto.</p>
<p style="text-align: justify;">A violência, que nos primeiros testes de montagem havia sido vista como extrema ou muito forte, foi atenuada mas ainda incomoda bastante. Mesmo depois das exibições no festival de Cannes o filme foi modificado, chegando ao formato final que podemos ver no cinema. Enfim, vamos deixar maiores informações para a telona, já que o ingresso vale muito a pena.</p>
<p style="text-align: justify;"><img class="alignnone size-full wp-image-674" title="saramago caderno" src="http://veredaestreita.org/wp-content/uploads/2008/09/saramagocaderno.jpg" alt="saramago caderno" width="425" height="100" /></p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">Entretanto outra notícia envolvendo José Saramago me chamou mais a atenção esta semana do que o filme. A estreia do autor na Blogosfera. Dentro do <a title="Fundação José Saramago" href="http://blog.josesaramago.org/" target="_blank">site da Fundação José Saramago</a> estreou o Blog &#8220;<em>O Caderno de Saramago&#8221;</em>, diretamente acessado pelo endereço:</p>
<p style="text-align: justify;"><a title="O Caderno de Saramago" href="http://caderno.josesaramago.org" target="_blank">caderno.josesaramago.org</a>.</p>
<p style="text-align: justify;">Lá é possível conferir alguns texto de opinião do autor, como ele mesmo descreve no blog: <em>&#8220;Disseram-me que reservaram para mim um espaço no blog e que devo escrever para ele, o que for, comentários, reflexões, simples opiniões sobre isto e aquilo, enfim, o que vier a talhe de foice. Muito mais disciplinado do que frequentemente pareço, respondi-lhes que sim, senhor, que o faria desde que não me fosse exigida para este Caderno a assiduidade que a mim mesmo havia imposto nos outros. Portanto, pelo que isso possa valer, contem comigo.&#8221;</em></p>
<p style="text-align: justify;">Daniel Possa</p>
<p style="text-align: justify;">
<div class="addthis_toolbox addthis_default_style " addthis:url='http://veredaestreita.org/2008/09/18/literatura-cinema-e-blogosfera/' addthis:title='Literatura, Cinema e Blogosfera '  ><a class="addthis_button_facebook_like" fb:like:layout="button_count"></a><a class="addthis_button_tweet"></a><a class="addthis_button_google_plusone" g:plusone:size="medium"></a><a class="addthis_counter addthis_pill_style"></a></div><p>Leia também:</p><ol>
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<li><a href='http://veredaestreita.org/2008/03/18/um-ensaio-sobre-a-cegueira-das-produtoras/' rel='bookmark' title='Um ensaio sobre a cegueira das produtoras'>Um ensaio sobre a cegueira das produtoras</a></li>
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		<title>Blogs de música</title>
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		<pubDate>Mon, 01 Sep 2008 17:15:47 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Olé</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Isso deveria ter sido publicado no dia anterior, mas por problemas técnicos não foi possível. Como o que importa é a intenção, vamos adiante. Mesmo porque eu já havia prometido falar aqui de blogs que disponibilizam músicas na internet. Então, nada melhor do que unir minha promessa ao Blog Day (31/08/2008), mesmo que com um [...]<div class="addthis_toolbox addthis_default_style " addthis:url='http://veredaestreita.org/2008/09/01/blogs-de-musica/' addthis:title='Blogs de música '  ><a class="addthis_button_facebook_like" fb:like:layout="button_count"></a><a class="addthis_button_tweet"></a><a class="addthis_button_google_plusone" g:plusone:size="medium"></a><a class="addthis_counter addthis_pill_style"></a></div>
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</ol>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">Isso deveria ter sido publicado no dia anterior, mas por problemas técnicos não foi possível. Como o que importa é a intenção, vamos adiante. Mesmo porque eu já havia prometido falar aqui de blogs que disponibilizam músicas na internet. Então, nada melhor do que unir minha promessa ao <a href="http://www.blogday.org/pt.htm" target="_blank"><strong>Blog Day</strong></a> (<strong>31/08/2008</strong>), mesmo que com um leve atraso.</p>
<p style="text-align: justify;">Antigamente era comum buscar programas específicos para troca de música. O <a title="Wikipédia: Napster" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Napster" target="_blank">Napster</a> foi o que começou ou o que popularizou o compartilhamento de músicas pela internet. Importantíssimo neste contexto, pois apesar de receber inúmeros processos das grandes detentoras de parte da cultura imaterial (as gravadoras), não houve como segurar tanta gente sedenta por música no mundo inteiro. Pode parecer banal, mas antes deste processo dependíamos basicamente dessas gravadoras para ter acesso à música. Tudo era baseado nas leis de mercado delas. Na tv e no rádio, o que aparecia era financiado por elas de forma promocional para vender os álbuns.</p>
<p style="text-align: justify;">Abro aqui um parêntese: não quero dizer que hoje isso não aconteça, mas a situação está se tornando cada vez mais democrática. Através da internet, é possível escutar rádios do mundo inteiro, ler indicações sobre artistas em comunidades sociais e em blogs, assistir a vídeos clipes&#8230; Há ainda sites como <a href="http://www.lastfm.com.br/" target="_blank">Last.fm</a> que apresentam artistas parecidos com seu gosto musical e que até então você desconhecia. Ou seja, cada vez mais há possibilidades de fugir do clichê. O grande problema será em encontrar esses outros caminhos, mas essa questão metalingüística fica pra outro artigo.</p>
<p style="text-align: justify;">Voltando&#8230;  A classe dos artistas, no começo, também estava preocupada pelo fato de que era possível baixar apenas uma música, abandonando o restante do álbum. O contexto mostrou a eles que esse tipo de preocupação abraça só os artistas rasos. Mais precisamente a banda larga trouxe às pessoas a possibilidade de baixar, não só o álbum inteiro, mas toda a discografia do artista.</p>
<p style="text-align: justify;">E além disso, as gravadoras perceberam que muitos dos que pegavam as músicas gratuitamente também compravam os álbuns, afinal além de ter certeza que no cd a qualidade do som é alta, o encarte (bem como a caixinha) também podem fazer parte da obra. O que pra elas é traduzido como produto. Isso pode desmistificar a Pirataria e tirar a culpa daqueles que baixam os conteúdos protegidos. Afinal, faça uma relação entre o que é colocado no mercado e o acervo esquecido destas gravadoras. Eu duvido que vinte por cento de tudo esteja nas prateleiras.</p>
<p style="text-align: justify;">Depois de todos estes parágrafos, conto que surgiram muitos blogs especializados em oferecer álbuns completos pela internet. Segue aqui alguns que considero muito bons:</p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://www.capsuladacultura.com.br/" target="_blank">Cápsula da Cultura</a>: É excelente. Álbuns fora de produção (muitas vezes em LP) são seu carro-chefe. Descobri muitos artistas através dele. Lá você poderá encontrar facilmente Dorival Caimy, Noel Rosa, Carlos Poyares&#8230;</p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://abracadabra-br.blogspot.com/" target="_blank">Abracadabra</a>: Mesmo nível do anterior, mas especializado em LPs brasileiros. Além de utilizar a busca normal, os álbuns estão organizados por artista na página inicial, o que ajuda muito a encontrar coisas que não procuramos. http://abracadabra-br.blogspot.com/</p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://mercadodepulgas.blogspot.com" target="_blank">Mercado de Pulgas</a>: Está abandonado desde março deste ano, mas é possível encontrar coisas relevantes lá.</p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://sombarato.blogspot.com/" target="_blank">Som Barato</a>: Além de conteúdo relevante e raridades, também divulga eventos.</p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://cantoencanto.blogspot.com/" target="_blank">Cantos e Encantos</a>: Muitas pérolas antigas e outras regionais. Ótimo acervo.<br />
<a href="http://outrasbossas.blogspot.com/" target="_blank"><br />
Outras Bossas</a>: Assim como o anterior, está abandonado (desde dezembro de 2007!). A proposta é resgatar coisas muito antigas. Agora é torcer para ele voltar à ativa.</p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://cavernadosom.blogspot.com/" target="_blank">Caverna do Som</a>: “(&#8230;) um blog de rock, com ênfase em rock clássico, progressivo, metal e hard rock”. Funciona há dois anos e é muito simpático com seus visitantes.<br />
<a href="http://br-instrumental.blogspot.com/" target="_blank"><br />
BR-Instrumental</a>: Como o nome diz, especializado em música instrumental brasileira. Tem ótimas referências e bons textos.
</p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://moderadorsambampb.blogspot.com/" target="_blank">Samba e MPB – Discografia</a>: Outro que está largado. Álbuns novos também estão na lista. Fácil procura.</p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://feijaotropeiro.blogspot.com/" target="_blank">Feijão Tropeiro</a>: Tem de tudo: Novo e velho.</p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://euovo.blogspot.com/" target="_blank">Eu Ovo</a>: Blog que não tem novidade todos os dias, mas tem bastante informação sobre os artistas que traz. Muito completo mesmo. Dá pra &#8220;perder&#8221; muito tempo nele.</p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://somdubaum.blogspot.com/" target="_blank">Som do Bom</a>: Há quase um ano abandonado, mas pode ajudar em pesquisas.</p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://loronix.blogspot.com/  " target="_blank">Loronix</a>: Tem o objetivo de divulgar a música brasileira esquecida. Excelente blog indicado pelo Bruno.</p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://www.umquetenha.blogspot.com/" target="_blank">Um Que Tenha</a>: Indicado pelo Rafael, este é outro excelente blog. Tem um repertório imenso e um recurso para ouvir antes de baixar. É bastante intuitivo e tem um menu que facilita a pesquisa.</p>
<p style="text-align: justify;">Apenas como detalhe técnico, os arquivos não são hospedados nestes sites. Eles apenas têm os links que redirecionam. Também é importante lembrar que por esta razão estes links expiram. Caso isso aconteça, contate a pessoa dona do blog que ela tentará resolver o problema.</p>
<p style="text-align: justify;">Claro que existem outros ótimos blogs cujos links podem ser encontrados dentro destes que eu listei. O importante é vasculhar a internet e achar coisas relevantes. Caso tenha sugestões, aumente nosso repertório deixando indicações de outros nos recados.</p>
<p style="text-align: justify;">Ótimas descobertas!</p>
<p style="text-align: justify;">Olé</p>
<p style="text-align: justify;">PS: Para organizar sua biblioteca musical, indico o <a href="http://www.apple.com/br/itunes/download/" target="_blank">iTunes</a>.</p>
<div class="addthis_toolbox addthis_default_style " addthis:url='http://veredaestreita.org/2008/09/01/blogs-de-musica/' addthis:title='Blogs de música '  ><a class="addthis_button_facebook_like" fb:like:layout="button_count"></a><a class="addthis_button_tweet"></a><a class="addthis_button_google_plusone" g:plusone:size="medium"></a><a class="addthis_counter addthis_pill_style"></a></div><p>Leia também:</p><ol>
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</ol>]]></content:encoded>
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		<title>O Colecionador de Pedras</title>
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		<pubDate>Tue, 06 May 2008 17:55:51 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Daniel</dc:creator>
				<category><![CDATA[Blogosfera e Internet]]></category>
		<category><![CDATA[Literatura]]></category>
		<category><![CDATA[Cultura]]></category>
		<category><![CDATA[poesia]]></category>
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		<description><![CDATA[Alguns versos de Sérgio Vaz têm repercutido bastante na internet. Procurei um pouco sobre o autor e gostei bastante do que vi. Poesias doces e duras misturadas com rimas que levam influências do movimento Rap. Sua marca registrada é o inconformismo com as diferenças, participando ativamente de movimentos sociais e sendo conhecido como um soco [...]<div class="addthis_toolbox addthis_default_style " addthis:url='http://veredaestreita.org/2008/05/06/o-colecionador-de-pedras/' addthis:title='O Colecionador de Pedras '  ><a class="addthis_button_facebook_like" fb:like:layout="button_count"></a><a class="addthis_button_tweet"></a><a class="addthis_button_google_plusone" g:plusone:size="medium"></a><a class="addthis_counter addthis_pill_style"></a></div>
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			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><img class="alignnone size-medium wp-image-624" title="sergio vaz" src="http://veredaestreita.org/wp-content/uploads/2008/05/sergiovaz-425x200.jpg" alt="sergio vaz" width="425" height="200" /><br />
Alguns versos de Sérgio Vaz têm repercutido bastante na internet. Procurei um pouco sobre o autor e gostei bastante do que vi. Poesias doces e duras misturadas com rimas que levam influências do movimento Rap. Sua marca registrada é o inconformismo com as diferenças, participando ativamente de movimentos sociais e sendo  conhecido como um soco no estômago para enxergar a realidade. Para conhecer um pouco mais sobre ele acesse em seu <a title="Site Sérgio Vaz" href="http://www.otaboanense.com.br/poetasergiovaz/" target="_blank">site</a> e <a title="Blog do Sérgio Vaz - O Colecionador de Pedras" href="http://www.colecionadordepedras.blogspot.com/" target="_blank">blog &#8211; O Colecionador de Pedras</a>. Segue um de seus poemas que virou <em>poemaclipe</em> no <a title="YouTube" href="http://www.youtube.com" target="_blank">YouTube</a>, dica do blog <a title="Blog Música &amp; Poesia" href="http://musicapoesiabrasileira.blogspot.com/" target="_blank">Música &amp; Poesia</a>.</p>
<p align="center"><iframe title="YouTube video player" class="youtube-player" type="text/html" width="580" height="326" src="http://www.youtube.com/embed/SeqB5FWIdSE&amp;" frameborder="0" allowFullScreen="true"> </iframe></p>
<p><strong>Porém</strong><br />
Sérgio Vaz</p>
<p><em>Queria ter vivido melhor,<br />
Porém a mediocridade sempre me foi farta e generosa<br />
Nos caminhos que escolhi para viver.</em></p>
<p><em>Queria ter sido mais alegre,<br />
Porém a tristeza sempre foi companheira fiel<br />
Nos dias intermináveis de abandono.</em></p>
<p><em>Queria ter amado mais as pessoas que conheci<br />
Ou que fingi conhecer,<br />
Porém na maioria das vezes, eu também não me conhecia.</em></p>
<p><em>Queria ter andado mais livre,<br />
Porém, algemado à ignorância, perdi muito tempo<br />
Tentando voar sem sequer saber andar.</em></p>
<p><em>Queria ter lido mais livros,<br />
Porém, analfabeto de ousadia, passei muitos anos<br />
Enxergando pelos olhos adormecido de outras pessoas.</em></p>
<p><em>Também queria ter escritos mais poemas<br />
Do que bilhetes pedindo desculpas,<br />
Porém, as palavras sempre me vieram como culpa<br />
E não como estrelas.</em></p>
<p><em>Queria ter roubado mais beijos e abraços<br />
Das meninas que andavam desprotegidas,<br />
Protegidas pela magia da infância,<br />
Porém, cresci muito cedo, e a timidez sempre me foi<br />
Uma lei muito severa a ser cumprida.</em></p>
<p><em>Queria ter pensado menos no futuro,<br />
Porém, o passado simples nunca foi o melhor presente<br />
E a eternidade sempre me pareceu coisa de gente que tem<br />
[preguiça de viver.</em></p>
<p><em>Queria ter sido um homem mais humilde<br />
Porém, a vaidade e a ganância sempre me cercaram<br />
De mimos e coisas que até hoje não sei para que serviram.</em></p>
<p><em>Queria ter pregado mais a paz,<br />
Porém, como um covarde, gastei muita munição tentando<br />
[atingir amigos e<br />
desconhecidos que não usavam coletes à prova de balas<br />
[nem blindados no coração.</em></p>
<p><em>Queria ter sido mais forte,<br />
Porém rir dos vencidos e bajular os mais ricos<br />
Sempre me pareceu o caminho mais curto<br />
Para o esconderijo secreto das minhas fraquezas.</em></p>
<p><em>Queria ter dito mais a verdade,<br />
Porém a mentira sempre foi moeda de troca<br />
Para comprar o respeito e a admiração das pessoas fúteis<br />
De almas vazias.</em></p>
<p><em>Queria que o mundo fosse mais justo<br />
Porém, avarento de nascença, fui o primeiro a esconder o sol<br />
[na palma da mão, antes que o vizinho o fizesse.</em></p>
<p><em>E mesquinho por vocação escondi as noites com lua<br />
Para que os poetas não a cortejassem.</em></p>
<p><em>Queria ter dito mais besteiras,<br />
Porém fui desses idiotas amantes das proparoxítonas<br />
E sujeito oculto nos bate-papos de botecos de esquinas,<br />
Onde a vida não acontece por decreto.</em></p>
<p><em>Queria ter colhido mais flores,<br />
Porém o medo de espinhos afugentou a primavera.</em></p>
<p><em>E outono que sempre fui,<br />
plantei inverno quando a terra pedia verão.</em></p>
<p><em>Hoje queria ter acordado mais cedo,<br />
Porém temo que pra mim<br />
Seja tarde demais.</em></p>
<p>Daniel Possa</p>
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