“Comunas do Samba”, no SESC Pompeia
Publicado em 26 de dezembro de 2009, às 23:56. | 2 Comentários
Artigo sobre Cultura Popular/Folclore, Em cartaz / A ser exibido, Música, Shows.
Oito oportunidades para conhecer um pouco mais do “samba paulista”, samba vivo feito por [oito] comunidades de São Paulo.
Elas acontecerão em janeiro, na Choperia do SESC Pompéia e compõem o projeto Comunas do Samba, o qual consiste em dar palco ao samba local, que tem todas as suas particularidades: a união, a comunhão e a confraternização das comunidades. Enfim, muitas descobertas.
Os pequenos textos abaixo são de autoria da assessoria de imprensa do SESC Pompéia. Apresentam as comunidades e a data do respectivo show.
Bons shows!
Olé
Projeto Samba Autêntico (Rua do Samba) – part. de Virgínia Rosa
Dia 08/01 (sexta), às 21h.
Realizado todo ultimo sábado do mês – desde o ano de 2002 no Largo General Osório, no bairro da Luz, o Projeto Samba Autêntico atualmente se apresenta provisoriamente no Vale do Anhangabaú, no centro da cidade. O objetivo é o resgate, a promoção, a divulgação e a preservação do samba paulista, por meio do reconhecimento e da homenagem a todos aqueles que lutaram, lutam e continuarão lutando pelo samba. Outro viés da iniciativa está na contribuição para revitalizar essa região da Luz, conhecida como “cracolândia”. Constitui-se com um terreiro de lazer e congraçamento da população afrodescendente, pelas suas heranças e referências culturais e pela afirmação de sua singularidade, identidade, inclusão social e construção de cidadania.
Tias Baianas Paulistas – participação de D. Inah
Dia 09/01 (sábado), às 21h.
O grupo das Tias Baianas Paulistas foi idealizado e fundado por Valter Cardoso, o Valtinho das Baianas, entre os anos de 1994 e 1995. A banda começou com sua esposa, Dona Nadir, sua cunhada e algumas amigas das alas das baianas de diversas escolas de samba, entre elas Nenê de Vila Matilde, Camisa Verde e Branco e Vai-Vai. Por chefiar essa ala nos desfiles, Valter acompanhava de perto o cotidiano das integrantes e os descuidos enfrentados por essas antigas sambistas. Isso o levou a fundar um grupo de valorização da história e do papel da baiana nos desfiles e nas agremiações. Simultaneamente, Valtinho possibilitou a esse grupo o desenvolvimento de uma atividade paralela à atuação nas escolas de samba. Assim elas puderam mostrar suas habilidades pessoais, aprender mais sobre sua função no carnaval, discutir sobre as condições de desfile e promover apresentações, como um grupo vocal e símbolo do samba, inclusive com a formalização em 1997 como a Associação Cultural Claridade Tias Baianas Paulistas. Desde maio de 2007 participam da Praça do Samba, evento mensal realizado pelo Kolombolo dia Piratininga na Praça Aprendiz das Letras, na Vila Madalena. Em 2008 foram tema do documentário “Tias Baianas Paulistas”. Este ano lançaram seu primeiro CD “Tias Baianas Paulistas” na Coleção Memória do Samba Paulista.
Samba da Laje – participação Serginho Meriti
Dia 15 (sexta), às 21h.
A Comunidade do Samba da Laje anima a região da Vila Santa Catarina todo último domingo do mês, sempre com um convidado especial em cada edição. Desde julho de 1997, as feijoadas com roda de samba são promovidas com a intenção de proporcionar um dia de alegria e descontração à comunidade, assim como divulgar o tradicional samba de roda. O repertório é variado e vai de Noel Rosa a Zeca Pagodinho. A maioria dos músicos está na faixa etária de 15 anos, jovens que respeitam e preservam o samba raiz, e as pastoras que marcam presença com suas vozes agudas.
Pagode do Cafofo – participação Maurílio de Oliveira
Dia 16 (sábado), às 21h.
A Comunidade do Pagode do Cafofo foi criada em novembro em 2002, para difundir a autenticidade do samba e valorizar os compositores locais. Os encontros são realizados na comunidade a cada primeiro e terceiro domingos do mês.
Roda de Samba Ouro Verde – participação Nelson Sargento
Dia 22 (sexta), às 21h.
Há mais de 25 anos as rodas de samba Ouro Verde, em Santos, são os lugares ideais para levar a família e escutar um bom samba de raiz nas noites da maior cidade do litoral paulista. Lá, o gingado do gênero envolve tanto os mais idosos quanto os mais jovens. Quase todos os integrantes do Samba Ouro Verde se conhecem desde a infância. Foi nessa fase que aprenderam a gostar desse tipo de música ouvindo seus pais, tios ou avós tocarem juntos nos fundos dos quintais. Aos poucos, outros músicos foram convidados para participar do movimento em prol da boa música. Desde o início, os participantes usam a quadra do Ouro Verde Futebol Clube. Com o tempo, os moradores do bairro Marapé passaram a frequentar o clube e, assim, o público cresceu e se tornou cada vez mais fiel.
Núcleo de Samba Cupinzeiro – participação Amélia Rabelo
Dia 23/01 (sábado), às 21h.
Criado em 2001, o Núcleo de Samba Cupinzeiro pesquisa, compõe e realiza atividades em torno do samba. O trabalho do núcleo tem recebido muitos elogios dos críticos e do público e agrega diversas frentes de trabalho: espetáculos, seminários, oficinas, rodas, textos publicados, gravações e documentários. Já produziu vários eventos ligados ao samba na cidade de Campinas, como o Ciclo do Samba, a Oficina de Samba Paulista, o Dia do Samba e o Bloco do Cupinzeiro, além de acompanhar músicos como Wilson Moreira, Tia Surica, Walter Alfaiate e Diogo Nogueira, entre outros.
Kolombolo Diá Piratininga – participação Thobias da Vai-Vai
Dia 29/01 (sexta), às 21h.
O Kolombolo Diá Piratininga surgiu em 2002 com a ideia de ser grêmio recreativo nos moldes dos antigos cordões. Atualmente, o grupo realiza pesquisas, oficinas culturais, encontros, produções de CDs e de shows para trazer ao conhecimento do público a história do samba paulista. O Kolombolo realiza entrevistas, registros fotográficos e audiovisuais e faz levantamentos biográficos e bibliográficos sobre o samba e a cultura popular do Estado de São Paulo. Dentro do selo Kolombolo foi lançada a série de 12 CDs da Coleção Memória do Samba Paulista, entre outros trabalhos. No último domingo de cada mês é realizada a Praça do Samba, com a reunião de sambistas, amantes do samba e comunidade.
Passado de Glória – participação Wilson Moreira
Dia 30/01 (sábado), às 21h.
A comunidade do Samba Passado de Glória, desde 2007, se volta ao resgate do samba da velha guarda e de seus mestres e sambistas e compositores esquecidos. Além de exaltar o gênero musical, o Passado da Glória contribui com algumas entidades e associações de assistência que ajudam comunidades carentes.
Serviço: Projeto “Comunas do Samba”
SESC Pompéia (São Paulo)
Rua Clélia, 93
Dias 8, 9, 15, 16, 22, 23, 29 e 30 de janeiro de 2010. Sextas e sábados, às 21h.
Choperia. Não é permitida a entrada de menores de 18 anos.
Ingressos: R$ 4,00 a R$ 16,00
Telefone para informações: (11) 3871-7700
Acesso para deficientes.
Não há estacionamento.
“Abre a cortina do passado…”
Publicado em 21 de outubro de 2009, às 15:01. | 3 Comentários
Artigo sobre Cultura Popular/Folclore, Produção, Reflexão, Teatro.
Abrem-se as cortinas do mais novo teatro paulistano! Tudo cheira novo, tudo reflete moderno, todos olham admirados, há uma atmosfera de superioridade técnica e arquitetônica, e os presentes não conseguem evitar os comentários de surpresa ao adentrar no fresquíssimo “Teatro Bradesco”.

- Teatro Bradesco no Shopping Bourbon Pompéia, em São Paulo.

O Grand Openning acontece oficialmente apenas amanhã (22 de Outubro), mas o Teatro já teve suas primeiras apresentações. Tecnologias afiadas, espaço de sobra, inovações impensadas e comodidades mil, já o fazem ser considerado um dos mais modernos do país, e uma obra faraônica dentro do Shopping Bourbon Pompéia. Acompanhando a nova tendência da inserção de teatros em shopping centers – e, por que não dizer, colocando a mercadoria onde o consumidor está? – a casa abre as portas decepcionando. Claro, não há o que se dizer sobre a inegável qualidade física deste espaço. Seria um golpe nos milhões investidos, e um desrespeito às incontáveis salas mais simples da capital paulista.
O desapontamento vem de outra esfera. Contestando Confúcio, quando dizia que “A Cultura está acima da diferença social”, o primeiro show oficial que a casa sediará - dos argentinos do Café de los Maestros, incluindo o premiado Gustavo Santaolalla e a participação da deliciosa Marisa Monte – tem como seu valor mais baixo o preço do Balcão Nobre, custando R$200,00. Já o mais caro, os camarotes do “Andar Prime”, custam a bagatela de R$500,00.

- Café de los Maestros.

Os artistas, que seguem protestando contra a pirataria, a despeito da falência das gravadoras que sabidamente chupavam feito sanguessugas os lucros da vendagem de CD’s e DVD’s, são coniventes com a fixação de preços despropositados em detrimento de lucros bombásticos, suscitando a elitização de seus trabalhos.
É inadmissível a cobrança de valores tão exorbitantes. É inaceitável que apresentações culturais sejam segregadoras ao ponto de tornarem-se inacessíveis. É chocante assistir à inauguração de um teatro que pretende pagar seus custos em tão pouco tempo. É lamentável imaginar que uma única apresentação de prováveis duas horas possa custar mais de um salário mínimo. É uma afronta que tenham coragem de sugerir estes valores.
É, mais uma vez, previsível que assim seja.
Victor Gouvêa
Vai, vai, vai começar a brincadeira!
Publicado em 15 de outubro de 2009, às 15:34. | Deixe um comentário!
Artigo sobre Cultura Popular/Folclore, Patrimônio, Turismo.

A Peruada seria outro carnaval fora de época? Mais ou menos. Mais porque tem pessoas bêbadas percorrendo um circuito atrás de um trio elétrico. Menos porque é sempre um protesto contra a conjuntura política do momento. Basicamente, uma grande e tradicional festa organizada pelo Centro Acadêmico XI de Agosto da Faculdade de Direito do Largo São Francisco da USP, cujo cenário sempre são as ruas do centro da cidade de São Paulo.
Tradicional sim. Há registros fotográficos da década de 30! Seus primórdios parecem estar no ritual de libertação dos calouros, que após o “calvário” passavam a ser “franciscanos” de verdade. Então, o nome pode ter vindo deste ato de embebedar os novatos e perambular com eles pelas ruas, o que seria parecido com o “hábito caboclo de dar pinga aos perus, deixando-os tontos antes de sacrificá-los”.

Outra possibilidade é que o nome tenha se firmado em 1948, pois alguns alunos (entre eles o falecido Deputado Rogê Ferreira, então presidente do XI de Agosto - segundo o artigo de Maria Sabino, publicado pela OAB-SP) furtaram perus premiados (que pertenciam ao professor Mário Mazagão) e fizeram um banquete. E fizeram questão de convidar o dono das aves para saboreá-las. Isso rendeu no editorial do jornal O Estado de São Paulo o artigo: “Estudantada ou vandalismo?”
Talvez este episódio tenha sido o mais lembrado pela audácia de convidar o próprio dono e pelo objeto do furto ser peru. Porém, há relatos sobre estes furtos de animais, que eram comuns “para ´homenagear´ a figura do ladrão”, grande inspirador do estudo do Direito. Por exemplo, em 1945, o animal da vez foi um corvo e o destinatário, Getúlio Vargas.
Todos os anos, alunos da USP e de outras faculdades e universidades se fantasiam e dão vida para este grande bem imaterial da cidade. Uma simples sexta-feira do mês de outubro (sim, em horário comercial) pára e é uma grande mistura de gente de todo o tipo: alunos, comerciantes, mendigos, playboys, malucos, office-boys, camelôs, alienados, engajados.

- A lenda “Vitão” à esquerda e o Largo de São Francisco durante a Peruada. Foto: Sérgio Novaes.

O momento mais simbólico é a parada em frente à Câmara dos Vereadores de São Paulo. Aqui, o som também para e começa o desabafo direto. Sempre achei os discursos muito fracos: pouco embasamento, faltam umas músicas de protesto e idéias desorganizadas, que brotam espontaneamente na cabeça daquele que segura o microfone. Pode ser interpretado como o vizinho bêbado vindo reclamar de muitas coisas e que talvez não mereça a mínima atenção. E isso acaba sendo ruim, afinal esse é grande o diferencial da Peruada.
Faltam também pessoas que saibam cantar o Hino da Peruada. Uma só saber, não dá. Se ela fica sem voz, como já aconteceu, fica ridículo. Ao final deste parágrafo, o vídeo para aqueles que quiserem decorá-la. Antes, acho por bem dizer que é uma paródia da música “O Circo” e criada por Duda (Sanfran-USP), com participação de Tropeço (Turismo/ECA-USP), ela ganhou fama através dos jogadores do time de Rugby da Sanfran que “cantavam muito a música”, assim como o próprio Duda conta no começo do vídeo abaixo:
Letra:
Vai, vai, vai começar a brincadeira!
Tem cerveja de graça* a tarde inteira!
Vem soltar a lascívia acumulada!
Vai, vai, vai começar a Peruada!
Bebe, bebe, vagabundo,
que é melhor não estar desperto,
pra se a velha chagar junto,
enfrentar de peito aberto.
Pois no meio da folia,
meio-dia, céu aberto,
uma neta que protesta
vitupera sua nona,
que veio só dar carona
e resolveu ficar na festa.
Refrão
Quem tem medo de dentista,
ou vê sangue e dá um salto,
tem chilique em lugar alto,
teme sapo de brinquedo,
em outubro vai ter medo,
no dia da Peruada,
pois o centro é infestado
de canhão, de bruxa e draga.
Tem até mulher barbada
neste circo disfarçado!
Refrão
Os vapores da cachaça
fazem mudar todo mundo.
O careta é maconheiro
e o nerd é vagabundo.
O juiz é sem juizo,
o alegre é moribundo
Mas não vale esse brocardo
pra quem joga do outro lado.
O Vitão lançou o grito
e não deixou de ser viado.
Refrão
De terno, gravata e meia,
franciscano quer a morte.
Ouve a turba, titubeia,
o extinto é mais forte.
Bem na hora do batente,
o estagiário some.
Seu chefe fica valente,
mas por dentro se consome.
Noutro tempo inconseqüente,
fora um ébrio de renome.
Refrão
Foi beijada a velha nona,
foi beijada a bailarina.
É beijada toda hora,
a safada da Marina.
Todo mundo se devora,
Pierrot e Colombina.
Quem zerou até agora,
mesmo assim não desanima.
Porque a festa só termina
quando o dia for embora.
Vai, vai, vai terminar a brincadeira!
Que a cerveja rolou a tarde inteira.
Morre o sol, faz-se sombra nas arcadas.
Vai, vai, vai terminar a Peruada!
*Antigamente a cerveja era de graça para os alunos. Quando o Centro Acadêmcio resolveu cobrar, mudaram o refrão para “gelada” (invés de “de graça”).
Em 2009, o mote é:
“Hoje tem marmelada? Tem sim senhor! E o palhaço quem é? É o povo
brasileiro, que entre imposto, taxa e penhor, sustenta, do Senador ao
Governador, mais de uma família inteira.
Meu peru, pobre coitado, só quer deixar o seu recado, e pede um pouco de
vossa atenção para, nas ruas de São Paulo, ensinar sua lição; Mas, coitado, é
julgado, dito culpado, por corrupção.
Aqui não tem ato secreto, é tudo mostrado e explicitado, pelo meu peru
indiscreto. Não há grampo, escuta ou editorial, gripe suína ou outro
mal, que impeça o peru de pular seu carnaval. Com os alunos da Velha
Academia há mais de um século comanda sua folia. Rir para corrigir os
costumes, eis o lema de sua alegria!
Mas agora aparecem com uma série de acusações, dizem que têm provas:
várias gravações. Mas para quem já viu ambulância sanguessuga, anões
do orçamento, falso pregador, o que tem demais um cargo pro meu
parente do interior?
E NEM assim ele se dá por vencido, meu peru agora é olímpico. Nessa
manifestação político-etilico-circence ele sabe que é o rei. Afinal, pro meu
peru não existe lei, ele é parente do Sarney.” (via opportune-tempore)
Deixando as pequena críticas de lado, ela é imperdível!
Ainda dá tempo de improvisar uma fantasia e cair na folia. E lembre-se: quando você for chefe, perdoe eventuais faltas de seus estagiários, em certa sexta-feira do mês de outubro.
Boa Peruada!
Olé
PERUADA (Concentração):
SEXTA 16/08 às 9h30 da manhã
Informações no CA XI de Agosto: 3111-4082 / 3034-5496
Referências sobre a Peruada e o XI de Agosto no livro:
Livro: A Heróica Pancada - Centro Acadêmico Xi de Agosto: 100 Anos de Lutas. De Cassio Schubsky (org.).
Consulte também os sites:
Eu tenho uma amiga
Migalhas
XI de Agosro
Maracatu na FLIP 2009
Publicado em 5 de julho de 2009, às 14:04. | 3 Comentários
Artigo sobre Cultura Popular/Folclore, Exposições.
Assim como a FLIP proporciona ótimos encontros pessoais (não estou falando das mesas, mas sim daqueles pessoais mesmo), três grupos de Maracatu se encontraram algumas vezes pelas ruas de Paraty e fizeram aquela contagiante festa democrática.
Abaixo, dois vídeos de uma destas festas proporcionadas pelos grupos Baque do Vale (Taubaté-SP), Cia Caracaxá (São Paulo-SP) e Palmeira Imperial (Paraty-RJ).
Até!
Olé
Quem são os forasteiros?
Publicado em 4 de julho de 2009, às 10:54. | 1 Comentário
Artigo sobre Cultura Popular/Folclore, Reflexão, Turismo.
Às vezes, os turistas não têm a mínima noção de onde pisam. Ocupam o espaço e acham natural que ali esteja reservado para eles.
Ontem à tarde, aqui em Paraty (durante a FLIP 2009), por volta das 17h15, um grande grupo de pessoas quis chamar a atenção para sua realidade. Eram caiçaras, indígenas (Guaranis) e quilombolas que vieram mostrar que existe vida pra trás das correntes do Centro Histórico de Paraty (mais precisamente, entre o sul de Angra dos Reis e norte de Ubatuba) e que estão ali há várias gerações.
Assim como muitas coisas são de mão dupla, a abertura da Rodovia Rio-Santos (BR101) trouxe o turismo (também, dinheiro e destruição) a essas cidades do litoral norte paulista e sul fluminense. Mas tudo isso ainda não acabou. A especulação imobiliária ainda está lá.
Quem eram os donos dos casarões do Centro Histórico de Paraty lá pelo final do século XIX? Restaurantes, bares, lojas, pousadas? Creio que não. E hoje, os grandes condomínios à beira mar e resorts constróem em terras inexploradas?
Conheça mais sobre esse movimento que até Chico Buarque apoiou em sua participação na FLIP 2009, acompanhando o blog forumtradicionais.blogspot.com.
Até mais!
Olé


