Nossa história em documentário

Publicado em 2 de abril de 2009, às 12:47. | 2 Comentários

Artigo sobre Cinema, Cultura Popular/Folclore, Estudo, Reflexão, Teoria.


Esta série de 7 vídeos remonta toda a história do Brasil desde a colonização até a redemocratização. Todo o contexto segue a visão do historiador Boris Fausto, um dos intelectuais mais respeitados do país. Seu livro A Revolução de 30 – historiografia e história, considerado um clássico do tema, é leitura obrigatória na academia de história. Mais recentemente obteve o reconhecimento por sua produção e ingressou na Academia Brasileira de Ciências (ABC).

Cada vídeo com aproximadamente 30 min remonta uma parte de nossa história, vale a pena conferir.

História do Brasil 1 – Colônia

História do Brasil 2 – Império

História do Brasil 3 – República Velha

História do Brasil 4 – Era Vargas

História do Brasil 5 – Período Democrático

História do Brasil 6 – Regime Militar

História do Brasil 7 – Redemocratização

Daniel Possa




Estação Derradeira

Publicado em 19 de dezembro de 2008, às 08:49. | 2 Comentários

Artigo sobre Cultura Popular/Folclore, Dança, Estudo, Música, Reflexão, Turismo.


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O que dizer da Estação Primeira de Mangueira? Tarefa difícil. Dizer que me sentia pisando um chão de esmeraldas é fácil depois do Chico, mas é a pura verdade. Noel que me perdoe. Soberba. Garbosa. Eu é que parecia girar. Não tinha como não pensar em Cartola. Eu cantarolava a todo momento.

Já havia ido algumas vezes ao Rio de Janeiro, mas foi a primeira que estive ali. Com certeza, aquela escola é ponto de parada obrigatório no Rio. Mais do que Cristo Redentor.

Um carioca comentou que aos sábados tem muita gente lá dentro e nem dá pra respirar direito, mesmo com o teto que se abre. Acho que eu estava com sorte. Era fácil se deslocar pela quadra. Estava muito bom.

Mais do que sambar “aleatoriamente” (cada um por si) na quadra, como eu pensava  que seria, foi a passarela infinita organizada por antigos integrantes da escola. Eles estavam a todo tempo com seus apitos indicando que precisávamos seguir, e, respeitosamente, deveríamos dar espaço para as senhoras da escola sambarem. Eles e elas são um show à parte.

mangueira09Mestre-sala, de maneira muito respeitosa, concedendo um samba com a porta-bandeira ao velho integrante da escola.

Todas as músicas tocadas são repetidas inúmeras vezes. Dos antigos sambas ao samba-enredo do próximo carnaval, sempre cantados com muita vontade pelo público. Por incrível que pareça, a repetição não é algo maçante. Ah, e caso a pessoa não saiba cantar a que irá para a avenida, eles entregam uma folhinha com a letra para os visitantes soltarem a voz como se fossem de casa.

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E como é de se esperar, não se encontra na quadra apenas moradores. Os Playboys da zona sul e turistas (gringos ou brasileiros, assim como eu) fazem parte da platéia também. É lindo ver pessoas tão diferentes dançando juntas. Numa mesma quadra, vários mundos.

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Por ficar no pé do morro, pode dar um certo medo às pessoas que não vivem essa realidade, Principalmente quem não mora em grandes cidades brasileiras. Dentro, não há como temer. Agora, falando do lado de fora, vale certa atenção. Isso não quer dizer que, após sair da escola deve-se entrar em um carro blindado e sair correndo. Não. O turista precisa ter a mesma preocupação que tem em outros locais. As razões são aquelas que já discutimos muito aqui, as mesmas pelas quais, naquela noite, o IML do Rio não recebeu “nenhum branco”.

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Coincidência ou não, o tema deste ano da Mangueira é “A Mangueira Traz Os Brasis do Brasil Mostrando a Formação do Povo Brasileiro”, baseada na obra O Povo Brasileiro do antropólogo Darcy Ribeiro. Ótima maneira de começar a entender, não só nosso país, mas a formação do mundo é através da obra dele. Começando por O processo civilizatórioAs Américas e a civilização, Os Índios e a Civilização até o livro usado pela escola. Há também uma série de documentários baseada no mesmo livro feita pelo próprio Darcy e que a Karina já recomendou aqui.

Quem sabe não teremos pessoas melhor informadas depois da apresentação da Mangueira? Quem consegue quantificar os frutos que virão disto ao longo dos anos?  Quem sabe não são os primeiros passos para a mudança radical de opinião daqueles que são discípulos do Capitão Nascimento?

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Boas visitas, boas leituras e boa torcida!

Olé




Story of Stuff

Publicado em 4 de setembro de 2008, às 00:36. | 1 Comentário

Artigo sobre Colunistas, Estudo, Reflexão, Teoria.


Eu, particurlamente, fico impressionado com a habilidade que algumas pessoas tem de explicar coisas complexas de maneira simples, absolutamente didática. E isso vem ocorrendo de forma espantosa na internet. Para você ter uma idéia (você vai precisar de um nível médio de inglês) procure por DIY (Do-it yourself) e qualquer termo. Eu sugiro infra-red webcam. Lá você verá como alguns caras conseguem modificar as suas webcams, e aptar luzes infra-vermelhas. isso pode até se tornar um aparato de segurança de baixo custo para seus pertences. E o processo é incrivelmente simples. Mas… enfim…

Umas das primeiras experiências que eu tive com esse novo didatismo foi assistindo o Doutor Quatum. Ali alguma trupe bem intencionada consegue exemplificar uma das coisas mais intrigantes da física quântica (aquele micro cosmos tão específico que as leis tradicionais da física não conseguem explicar): que partículas subatômicas se comportam de maneira diferenciada quando estão sendo observadas por seres com consciência! Uou!

Mas não estou aqui pra falar de física quântica…

Recentemente recebi um vídeo bacaníssimo sobre como o processo de produção e consumo contemporâneos são insustentáveis. Até aí tudo bem, existem mil argumentos rolando na rede e criticando o sistema. Mas o grande barato do vídeo é que ele revê toda a cadeia produtiva e de consumo sobre novos olhos, inserindo os consumidores, governo e empresa como atores do processo, explicando quais as conseqüências globais desse sistema e, incrivelmente e tristemente, com um radinho de pilha consegue custar tão barato (cerca de R$ 5,00). Pense você quanta tecnologia não está inserida ali dentro, que ele foi produzido do outro lado do mundo, que… enfim, veja o vídeo.

A objetividade é tanta, e o vídeo é tão sintético, que pode ser tranqüilamente apresentado a uma turminha do primeiro grau, virando tema de discussões para várias aulas: como consumo consciente, aquecimento global, desmatamento, socialização de custos, relacionamento governo x população x empresas, dá muito pano pra manga.

Recomendo utilizar o sítio do projeto, onde poderá assistir o vídeo e revisar os conteúdos passados www.storyofstuff.com em inglês. Ou acompanhar aqui só o vídeo, em português dublado, ou legendado.

A História das Coisas (Português Dublado)
A História das Coisas (Português Legendado)

Bom proveito,

Bruno Incáo




O Povo de Fazimentos

Publicado em 25 de agosto de 2008, às 16:53. | 2 Comentários

Artigo sobre Cinema, Colunistas, Estudo, Reflexão.


É bem oportuno falar sobre o povo brasileiro na época em que o Brasil vive uma fase patriótica por conta dos jogos Olímpicos. Afinal, acho que somos mesmo o povo que “não desiste nunca”. É esse o espírito que uma pequena caixinha de 13 por 19 centímetros guarda em si. O DVD duplo nomeado de O Povo Brasileiro tornou-se a minha série de documentários favoritos em poucos minutos de contato visual. São dez pequenos documentários de 30 minutos em média cada, que recontam e remontam para nós o nascimento do povo brasileiro. Idealizada pelo antropólogo Darcy Ribeiro (1922-1997), e baseada em seu grande e reconhecido livro também de nome O Povo Brasileiro, a série prende nossos olhos pela riqueza de detalhes, de imagens raras e de sua coletânea de arquivos de vídeos, alguns nunca publicados antes. Darcy Ribeiro aparece como um vovô simpático contando para nós suas idéia e experiências, e somos presenteados pelas participações ilustres de nomes como Chico Buarque, Tom Zé, Antônio Cândido, Aziz Ab´Sáber, Paulo Vanzolini, Gilberto Gil, Hermano Vianna, entre outras personalidades, deixando o clima leve e despretensioso.

Darcy Ribeiro

Diferente da maioria dos documentários de seu gênero, a série é delicada ao mesmo tempo em que é muito inteligente. Textos de Camões, Fernando Pessoa e outros tomam um tom descontraído e muito próximo de nós. Não é a toa que ao final de cada vídeo queremos logo ver mais um.

Logicamente, o caráter educativo prevalece ao caráter artístico dos vídeos, mas a edição e a montagem das imagens, que acompanham músicas do mais bom gosto, são muito bem trabalhadas.

Mas para quem conhece um pouco de Darcy Ribeiro, já pode dizer que vindo dele, pouco não se pode esperar. Mineiro, Darcy Ribeiro sempre foi destaque em seus estudos e projetos. Forma-se em São Paulo em Antropologia aos 24 anos, e quando acabara de colocar seus pés fora da faculdade, já se envolveu em pesquisas e causas indígenas, todos de valores incontestáveis e que mereceriam um novo artigo para serem discutidos. Com apenas 30 anos, já envolvido também pelos dilemas educacionais, torna-se Ministro da Educação, no Gabinete Hermes Lima. Sua vida política também envolve seu ingresso como Ministro-Chefe da Casa Civil do Presidente João Goulart em 1963, Vice-Governador do Rio de Janeiro em 1982, Secretário da Cultura e Coordenador do Programa Especial de Educação, e Senador da República de 1991 a 97. E tudo isso junto à sua imersão em projetos sérios e em sua maioria bem sucedidos.

(…) Minhas características distintivas talvez sejam a contraditória vontade insofreável de compreender e o gosto de fazer, que me converteram em híbrido de intelectual e fazedor.

(…) Obras, escritos, cargos, fiz, tentei e exerci muitos. Nisto gastei minha vida. Uns poucos deles ficaram com minha marca nos mundos que passei, enquanto passava: um sambódromo, um parque indígena, museus, muitas bibliotecas, demasiados ensaios, quatro romances, muitíssimas escolas, algumas universidades. Não é pouco, quisera mais.

(…) Sou um homem de fazimentos.

Não é a toa que um homem tão apaixonado por sua vida e pelos seus fazimentos, nos deixa uma obra que nos dá mais orgulho de sermos brasileiros do que qualquer conquista Olímpica. O conteúdo dessa caixinha e desses dois DVDs deixa claro que a nossa conquista corre por nossas veias…nós somos feitos, fisicamente, de nossas vitórias, e até de nossas derrotas. Os índios, os portugueses, os africanos, e mais todos aqueles que ousaram cruzar, literalmente, a nossa história, nos deu o sangue singular e ao mesmo tempo pluralizado que temos hoje. Darcy Ribeiro e seus 10 singulares vídeos que falam nada mais nada menos do que sobre nós, varre nossos preconceitos e coroa nossos feitos.

DVD: O povo Brasileiro

Não pretendo perder aqui o meu e o seu tão precioso tempo tentando traduzir o conteúdo desses vídeos com minhas palavras. Vê-los te trará, com certeza, novos e curiosos conhecimentos sobre você mesmo. Conhecimentos que certamente farão sua língua coçar em conversas simples como numa mesa de bar, pois os assuntos trabalhados pelo O Povo Brasileiro se encaixam perfeitamente na nossa vida.

Pelas lindas imagens que emberçam os assuntos trabalhados, digo que fale a pena procurar pelo DVD. Mas outra alternativa é acompanhar os capítulos pelo youtube. Seguem os links dos três primeiros capítulos:

1. Matriz Tupi
2. Matriz Lusa
3. Matriz Afro

1. Matriz TUPI – Parte A

1. Matriz TUPI – Parte B

1. Matriz TUPI – Parte C

2. Matriz LUSA – Parte A

2. Matriz LUSA – Parte B

2. Matriz LUSA – Parte C

3. Matriz AFRO – Parte A

3. Matriz AFRO – Parte B

3. Matriz AFRO – Parte C

Para quem quiser estudar mais sobre o genial Darcy Ribeiro, há um conteúdo muito completo no endereço da Fundação Darcy Ribeiro. A Fundação idealizada por Darcy Ribeiro deveria estar em Brasília, mas hoje ainda está localizada no Rio de Janeiro. No site está a bibliografia e biografia completa deste que não passou e jamais passará despercebido.

Para quem quiser embarcar numa viagem dentro de sua própria história, este é o perfeito jeito de começar! Boa viagem!

Karina Polycarpo




Fale with il monde!

Publicado em 2 de julho de 2008, às 20:12. | 3 Comentários

Artigo sobre Estudo.


Isso que vou dizer agora pode parecer óbvio para muitos: o contato com falantes nativos da língua que estudamos traz para a realidade aquilo que estudamos em sala de aula. Pessoas que fizeram intercâmbio podem comprovar.

É claro que são poucos os que conseguem sair do país para parlar, hablar, nhe´enga… por falta de grana, ou tempo, ou por excesso de compromissos.

Mais uma vez, a internet pode facilitar as coisas. O Interpals é um site de relacionamentos (tipo Orkut) que envolve pessoas do mundo todo. Nele, você especifica as línguas que fala e as que está aprendendo. Aí, basta uma procura rápida para encontrar pessoas para praticar. O melhor de tudo isso é que, geralmente, elas estão dispostas a te ajudar!

interpals

Mas nem tudo é um mar de rosas. Participar de redes sociais pode apresentar algum perigo. Tudo depende da maneira como nos expomos. Por outro lado, amizades duradouras também podem surgir… Enfim, são aqueles “riscos” que estamos sujeitos a todo o momento, em qualquer situação de nossas vidas (se você não for um homem das cavernas).

Lembre-se que conhecer aquilo que não ensinam nas salas de aula também faz parte do aprendizado.

Buone conversazioni!

Olé

Programas para ajudar na conversa:
MSN  – www.msn.com
Skype  – www.skype.com




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