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	<title>Vereda Estreita &#187; Editorial ou &#8220;O Blog&#8221;</title>
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		<title>Gentrificando o Centro</title>
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		<pubDate>Fri, 13 Jan 2012 05:34:06 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Olé</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Chegamos por volta das 4 da manhã de domingo pra segunda. Conforme o carro entrava na região da Avenida Rio Branco, íamos encontrando algumas pessoas circulando. Numa das ruas paralelas, uma viatura enquadrava alguns. Os policiais estavam vestindo luvas brancas. Cheguei a pensar que se tratava de um acidente, sangue, feridos, mas devia ser só preconceito mesmo.<div class="addthis_toolbox addthis_default_style " addthis:url='http://veredaestreita.org/2012/01/13/gentrificando-o-centro/' addthis:title='Gentrificando o Centro '  ><a class="addthis_button_facebook_like" fb:like:layout="button_count"></a><a class="addthis_button_tweet"tw:via="vereda_estreita"></a><a class="addthis_button_google_plusone" g:plusone:size="medium"></a><a class="addthis_counter addthis_pill_style"></a></div>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<h6><a href="http://veredaestreita.org/wp-content/uploads/2012/01/enquadro_policiais_luva.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-3472" title="enquadro_policiais_luva" src="http://veredaestreita.org/wp-content/uploads/2012/01/enquadro_policiais_luva.jpg" alt="" width="580" height="274" /></a>Foto: Olegário A. Filho</h6>
<p>Chegamos por volta das 4 da manhã de domingo pra segunda. Conforme o carro entrava na região da Avenida Rio Branco, íamos encontrando algumas pessoas circulando. Numa das ruas paralelas, uma viatura enquadrava alguns. Os policiais estavam vestindo luvas brancas. Cheguei a pensar que se tratava de um acidente, sangue, feridos, mas devia ser só preconceito mesmo.<span id="more-3378"></span></p>
<p>Iniciamos a nossa andança a pé. Não queríamos fazer como a imprensa convencional normalmente faz: ficar apenas circulando de carro, tirando fotos do alto de prédios ou se aproximar deles escoltado por seguranças (ou pela polícia). Descemos. Logo de cara, começamos a falar com um pequeno grupo. Explicávamos a idéia de ouvi-los. Mas se negaram a falar.</p>
<h6><img class="alignnone size-full wp-image-3476" style="border-style: initial; border-color: initial;" title="esquina_av_rio_branco" src="http://veredaestreita.org/wp-content/uploads/2012/01/esquina_av_rio_branco.jpg" alt="" width="580" height="256" />Foto: Olegário A. Filho</h6>
<p>Chegando à Rio Branco, vimos um grupo que estava sentado numa calçada do outro lado da avenida. Por um instante, a luz de um isqueiro dava o ar de sua graça enquanto uma viatura da <strong>Força Tática</strong> passava no sentido oposto. Iniciamos a travessia. Um de nós percebeu que a Tática voltaria e pediu para diminuirmos o passo. Alguns segundos depois, a mesma viatura já tinha feito o retorno e trazia sua brutalidade para aquela calçada. Os policiais não estavam brincando. Se o grupo resolvesse permanecer parado <strong>na calçada</strong>, não tenho dúvidas de que a <em><a title="Wikipédia: Chevrolet Blazer" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Chevrolet_Blazer" target="_blank">Blazer</a></em> teria passado por cima de seus corpos. Levantaram dali correndo. Um deles ria. Um outro se revoltara e xingou os policiais, que o perseguiram &#8211; de forma não tão óbvia &#8211; montados na <em>Blazer</em>.</p>
<p>A viatura girava em círculos por entre postes de luz da calçada central, tentando atropelá-lo. Tudo a menos de 2 quilômetros da Corregedoria da Polícia Militar. Nesta altura, já haviamos chegado à esquina (da qual aquelas pessoas haviam sido <a title="Blog do Sakamoto: &quot;Tá com dó, leva pra casa!&quot;" href="http://blogdosakamoto.uol.com.br/2012/01/04/ta-com-do-leva-pra-casa/" target="_blank">enxotadas</a>). O menino que fugia dos policiais veio em nossa direção e tentou se esconder entre as fachadas da rua dos Gusmões. A viatura parou na nossa frente e um policial desceu. Muito nervoso, gritou: <strong>&#8220;Some daqui se não dou um tiro dentro da sua boca!&#8221;</strong>. O rapaz saiu correndo. E a viatura continuou sua patrulha.</p>
<h6><a href="http://veredaestreita.org/wp-content/uploads/2012/01/rua_luz_santa_ifigenia.jpg"><img class="size-full wp-image-3474 alignnone" title="rua_luz_santa_ifigenia" src="http://veredaestreita.org/wp-content/uploads/2012/01/rua_luz_santa_ifigenia.jpg" alt="" width="580" height="310" /></a>Foto: Olegário A. Filho</h6>
<p>Duas ruas depois, avistamos aquela viatura. Vinha na direção oposta. Parecia falar alguma coisa para alguns que ali estavam. Destoávamos do cenário. O que quatro caras faziam por ali com mochilas&#8230;? Lá vieram os policiais nos abordar. Trataram-nos com respeito. Alertaram para o perigo de perambular por ali: &#8220;Pra onde estão indo?&#8221;. Exitamos. &#8220;Vamos ali para a Av. Ipiranga&#8230;&#8221;. Indicaram um caminho. Segundo eles, menos perigoso. Andaram um pouco ao nosso lado e depois foram embora. Continuamos à procura de depoimentos sinceros de quem ainda não havia sido ouvido.</p>
<p>Encontramos dois rapazes que trabalham por ali. Disseram conhecer alguns usuários de crack e se dispuseram a nos ajudar. Fizeram o meio de campo conversando com um casal que passava naquele momento que acabou aceitando falar. O resultado é o vídeo abaixo, que foi ao ar no programa <strong><a title="#PosTV: Programa Segunda Dose - 09/01/2012" href="http://www.ustream.tv/recorded/19672114" target="_blank">Segunda Dose</a></strong>, pela <strong>#PosTV</strong>.</p>
<p><iframe title="YouTube video player" class="youtube-player" type="text/html" width="580" height="326" src="http://www.youtube.com/embed/cqDkuda-TIo" frameborder="0" allowFullScreen="true"> </iframe></p>
<p>Pessoas. Não, zumbis (como amplamente divulgado). São seres humanos. Lúcidos. Essa menina insistiu muito dizendo que eles não eram bichos. E claramente tentava separar o conceito de doença do de vício: &#8220;não é doença não, é um vício&#8221;. Doença naquele sentido de câncer, que precisa ser eliminado a todo custo.</p>
<p>Em que medida o crack é realmente o problema? Será que se fosse uma aglomeração de mendigos eles seriam mais aceitos? Também não seria pauta da velha imprensa, e mesmo assim os direitos individuais seriam abalados pela repressão, pela negligencia do Estado?</p>
<p>E o pior de tudo isso é imaginar que usam essas pessoas como fator de especulação imobiliária.</p>
<p>Como divulgado pelas autoridades que encabeçavam essa &#8220;limpeza&#8221;, tudo fazia parte do <strong>plano Nova Luz</strong>. E em que consiste? Em vender uma parte do <strong>Bairro Santa Ifigênia</strong> para um grupo privado.</p>
<p>O Documentário abaixo, de <strong>Fernanda Stica</strong>, acaba com <a title="YouTube: &quot;Projeto Nova Luz&quot;. Uma gravação de um programa da TV Globo &quot;debatendo&quot; o projeto." href="http://www.youtube.com/watch?v=1ItA1cNhhC8" target="_blank">aquela idéia (propagada pela velha mídia)</a> de que o Centro de São Paulo foi abandonado. Na verdade, foi abandonado por uma parcela da população (os mais ricos).</p>
<p><iframe title="YouTube video player" class="youtube-player" type="text/html" width="580" height="326" src="http://www.youtube.com/embed/p36O-P-n4vk" frameborder="0" allowFullScreen="true"> </iframe></p>
<p><iframe title="YouTube video player" class="youtube-player" type="text/html" width="580" height="326" src="http://www.youtube.com/embed/4U6ZYEHHo1o" frameborder="0" allowFullScreen="true"> </iframe></p>
<p><iframe title="YouTube video player" class="youtube-player" type="text/html" width="580" height="326" src="http://www.youtube.com/embed/iWfErILDptQ" frameborder="0" allowFullScreen="true"> </iframe></p>
<p><iframe title="YouTube video player" class="youtube-player" type="text/html" width="580" height="326" src="http://www.youtube.com/embed/2jjTsR4YZoU" frameborder="0" allowFullScreen="true"> </iframe></p>
<p>Tudo isso é reflexo de um quadro político alimentado pelo setor imobiliário, <a title="TV Folha: &quot;Polícia usa bombas de efeito moral e balas de borracha na cracolândia&quot;" href="http://www1.folha.uol.com.br/multimidia/videocasts/1031579-policia-usa-bombas-de-efeito-moral-e-balas-de-borracha-na-cracolandia-veja.shtml" target="_blank">respaldado pela polícia</a>.</p>
<p>Abaixo, outro documentário, feito pelo projeto <a title="Projeto Moseo de los Desplazados" href="http://lefthandrotation.com/museodesplazados/ficha_luz.htm" target="_blank">Moseo del Desplazados</a>, do coletivo espanhol <a title="Coletivo Left Hand Rotation" href="http://www.lefthandrotation.com" target="_blank">Left Hand Rotation</a>.</p>
<p><iframe src="http://player.vimeo.com/video/32848727" width="580" height="326" frameborder="0"></iframe></p>
<p>É muito animador perceber que estratos da sociedade que antes pouco se toleravam, aparecem aqui mais solidários uns com os outros. Principalmente por perceberem que as injustiças atingirão todos.</p>
<p>Afinal, uma parcela da sociedade decidir que um outro grupo não tem o direito de viver no mesmo local é uma atitude que bebe em <a title="Blog Maria Frô: &quot;Higienismo fascista em Sampa: mendigos literamente serão desinfetados&quot;" href="http://mariafro.com/2010/06/06/higienismo-fascista-em-sampa-mendigos-literamente-serao-desinfetados/" target="_blank">princípios nazistas e fascistas</a>. Políticas <a title="Carta Capital: &quot;‘Ação da polícia parte de visão higienista’&quot;" href="http://www.cartacapital.com.br/sociedade/acao-da-policia-parte-de-visao-higienista/" target="_blank">higienistas</a>, autoritárias&#8230;</p>
<p>Olé</p>
<p>PS: Amanhã, 14/01 (sábado), às 16h, vai rolar o Churrascão da Gente Diferenciada &#8211; versão Cracolândia. Está marcado para ser nas esquinas entre a Rua Helvétia e a Alameda Dino Bueno. <a title="Facebook: Evento: Churrascão da Gente Diferenciada, versão Cracolândia" href="http://www.facebook.com/events/214191915336575/" target="_blank">Confirme sua presença no evento feito no Facebook</a>.</p>
<div class="addthis_toolbox addthis_default_style " addthis:url='http://veredaestreita.org/2012/01/13/gentrificando-o-centro/' addthis:title='Gentrificando o Centro '  ><a class="addthis_button_facebook_like" fb:like:layout="button_count"></a><a class="addthis_button_tweet"tw:via="vereda_estreita"></a><a class="addthis_button_google_plusone" g:plusone:size="medium"></a><a class="addthis_counter addthis_pill_style"></a></div>]]></content:encoded>
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		<title>&#8220;Anunciaram e garantiram que o mundo ia se acabar!&#8221;</title>
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		<pubDate>Thu, 12 Jan 2012 13:30:12 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Olé</dc:creator>
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		<description><![CDATA["Quem anotou a placa desse ano?". Essa frase não é minha. Ouvi-a em dezembro. Este ano passou como um caminhão, tão violento que ninguém conseguiu anotar a placa. E foi fundamental a contribuição da internet pra propagar esses acontecimentos. Fundada na consciência de que, cada vez mais, as pessoas se entendem como seres midiáticos. Não precisam da mídia, pois são mídia. E como dizer que isso não é uma mudança cultural?<div class="addthis_toolbox addthis_default_style " addthis:url='http://veredaestreita.org/2012/01/12/anunciaram-e-garantiram-que-o-mundo-ia-se-acabar/' addthis:title='&#8220;Anunciaram e garantiram que o mundo ia se acabar!&#8221; '  ><a class="addthis_button_facebook_like" fb:like:layout="button_count"></a><a class="addthis_button_tweet"tw:via="vereda_estreita"></a><a class="addthis_button_google_plusone" g:plusone:size="medium"></a><a class="addthis_counter addthis_pill_style"></a></div>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<h6><a href="http://veredaestreita.org/wp-content/uploads/2012/01/anunciaram_e_garantiram_que_o_mundo_ia_se_acabar.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-3447" title="anunciaram_e_garantiram_que_o_mundo_ia_se_acabar" src="http://veredaestreita.org/wp-content/uploads/2012/01/anunciaram_e_garantiram_que_o_mundo_ia_se_acabar.jpg" alt="" width="580" height="249" /></a>Foto: Olegário A. Filho</h6>
<p>&#8220;Quem anotou a placa desse ano?&#8221;. Essa frase não é minha. Ouvi-a em dezembro. Este ano passou como um caminhão, tão violento que ninguém conseguiu anotar a placa. E foi fundamental a contribuição da internet pra propagar esses acontecimentos. Fundada na consciência de que, cada vez mais, as pessoas se entendem como seres midiáticos. Não precisam da mídia, pois são mídia. E como dizer que isso não é uma mudança cultural?<span id="more-3373"></span></p>
<p>Como negar a mudança no comportamento das pessoas, que cada vez mais participam ativamente da sociedade em que vivem? Disputam espaços e, até mesmo, opinam sobre outras longínquas culturas, que parecem ser tão vizinhas.</p>
<p>Claro que a velha mídia percebeu isso. E a tática é desesperadamente ocupar a internet também. Tenta trazer todo seu aparato massivo para a rede. E, por mais que muitos internautas ainda tendam a acompanhar esses veículos convencionais, a pluralidade das redes faz com que, vez por outra, textos com pontos de vista diferentes caiam no monitor de quem está acostumado a ler só a <em>Veja,</em> por exemplo. E a sementinha crítica está plantada.</p>
<p>Por outro lado, chega a assustar o teor de muitos comentários (escritos por leitores). É estarrecedora e chocante a quantidade de asneira carregada de preconceito que algumas pessoas despejam nos blogs de linha não-conservadora, <a title="Blog Vi o Mundo" href="http://www.viomundo.com.br/" target="_blank">progressista</a> e <a title="Blog do Sacamoto" href="http://blogdosakamoto.uol.com.br/" target="_blank">fundados nos Direitos Humanos</a>. Chega mesmo a assustar e parece que grande parte do mundo tem um espírito fascista dentro de si. Isso não significa que essa mentalidade da extrema direita não existia antes. Sempre existiu. Seja nas piadas racistas internas, seja nos comentários entre a família ou entre pessoas de confiança. A diferença é que a internet também possibilitou a tais idéias ultrapassar esses limites, escondendo-se atrás do anonimato. São caixas de Pandora que se abrem. (Sorte que o Vereda Estreita ainda não passou por isso).</p>
<p>Mas, é bom lembrar que quem realmente deixa comentários é uma parcela bem pequena do total de leitores. E que, principalmente no Brasil, são poucas as pessoas com acesso à internet. Por isso muitos ainda são contrários aos planos de banda larga verdadeiramente democráticos.</p>
<p>O que resta é produzir conteúdo diversificado. Buscar cada vez mais apurar o teor e ajudar realmente o mundo a melhorar. Não dá pra esperar isso da velha imprensa. Vide o que ela fez em relação aos estudantes da USP, esquecendo de esclarecer as verdadeiras pautas do movimento e distorcendo o discurso em poder fumar maconha livremente no campus universitário.</p>
<p>E neste momento, alguém se levanta e diz: <em>&#8220;Absurdo e incoerente aquele que apregoa a cultura, pactuar com quem apregoa o vandalismo pseudo esquerdista dos maconheiros incomodados com a policia no campus da USP. <img src='http://veredaestreita.org/wp-includes/images/smilies/icon_sad.gif' alt=':(' class='wp-smiley' /> &#8220;</em> <a href="https://twitter.com/#!/CelloAraujo/status/148917951507083264"><img class="alignnone size-full wp-image-3431" title="absurdo_e_incoerente_aquele_que_apregoa_cultura_cello_araujo" src="http://veredaestreita.org/wp-content/uploads/2012/01/absurdo_e_incoerente_aquele_que_apregoa_cultura_cello_araujo.jpg" alt="" width="580" height="223" /></a> Então, como devemos tratar a Cultura? Apenas como um caderno falido de um jornal retrógrado? Ouvi um jornalista cultural que trabalhava na <em><strong>Folha</strong></em> relatar o quanto o <em><strong>Caderno Ilustrada</strong></em> era renegado dentro da própria redação em sua época. Resumiu assim: &#8220;sabe? era tipo o patinho feio&#8221;. A visão é ultrapassada dentro do próprio jornal.</p>
<p>Cultura seria apenas os eventos artísticos da semana? As exposições limpinhas dos caríssimos museus? Gastar mais do que o valor de um salário mínimo para assistir a um festival internacional de música? É ir ao shopping e assistir a vazias mega produções cinematográficas americanas? Ler <em>best-sellers</em>?</p>
<p>Será que entender Cultura assim não é ser higienista também? Não é estar ao lado do Estado, quando coloca sua polícia repressora para desocupar a &#8220;cracolândia&#8221;, deixando o espaço &#8220;mais limpo&#8221;, permitindo desta maneira aos frequentadores da <strong>Sala São Paulo</strong> curtirem sua Europa idealizada? Não seria justificar profundas mudanças urbanísticas no cotidiano de milhares de pessoas &#8211; do bairro Santa Ifigênia &#8211; com o objetivo de enriquecer mais alguns empresários? Até onde é o limite do que é Cultura?</p>
<p>Seria fechar os olhos para todas as mudanças (atenção!&#8230;) <strong>culturais</strong> da sociedade. Negar manifestações por uma universidade pública de qualidade e aberta a toda população. Fingir que não viu as Marchas da Maconha e da Liberdade e o reaquecimento do movimento estudantil. Abafar a Primavera Árabe. Inventar sobre o Anonymous. Pular o Hip Hop. Negligenciar o fato de que<strong> a palavra do ano de 2011 foi &#8216;ocupação&#8217;</strong>: reitorias, prédios abandonados, órgãos públicos, ruas, praças públicas&#8230; ocupações pipocaram em todas as partes do mundo contra a opressão das elites, vestidas de Estado e protegidas por seus aparelhos repressores, vulgo polícias.</p>
<p>Tudo isso é cultural. E aqui no <strong>Vereda Estreita</strong> é possível enxergar assim. Divulgamos links de outros sites sem nenhum problema. E não nos esquivamos de discussões importantes, às quais, no velho modelo, somente os poderosos cadernos de política estão autorizados a entrar.</p>
<h5><iframe title="YouTube video player" class="youtube-player" type="text/html" width="580" height="326" src="http://www.youtube.com/embed/j-rxe9Ayb8c" frameborder="0" allowFullScreen="true"> </iframe><br />
(para assistir com legendas, <a title="YouTube: &quot;RAP NEWS X - #Occupy2012 (feat. Noam Chomsky &amp; Anonymous)&quot;" href="http://www.youtube.com/watch?v=j-rxe9Ayb8c" target="_blank">vá direto ao YouTube</a>. Leia mais sobre <a title="Wikipédia: Avram Noam Chomsky" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Noam_Chomsky" target="_blank">Noam Chomsky</a>.)</h5>
<p>Minhas professoras na escola diziam: <em>&#8220;Leiam jornais! Vocês precisam se informar!&#8221;</em>. Tenho orgulho de continuar desobedecendo-as até hoje.</p>
<p>Olé</p>
<div class="addthis_toolbox addthis_default_style " addthis:url='http://veredaestreita.org/2012/01/12/anunciaram-e-garantiram-que-o-mundo-ia-se-acabar/' addthis:title='&#8220;Anunciaram e garantiram que o mundo ia se acabar!&#8221; '  ><a class="addthis_button_facebook_like" fb:like:layout="button_count"></a><a class="addthis_button_tweet"tw:via="vereda_estreita"></a><a class="addthis_button_google_plusone" g:plusone:size="medium"></a><a class="addthis_counter addthis_pill_style"></a></div>]]></content:encoded>
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		<title>Os cartazes mais bonitos da cidade</title>
		<link>http://veredaestreita.org/2011/07/29/os-cartazes-mais-bonitos-da-cidade/</link>
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		<pubDate>Fri, 29 Jul 2011 11:12:05 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Olé</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Essa semana a cidade de São Paulo acordou mais bonita. Uma intervenção simples e genial buscou quebrar tabus, surpreender: cartazes com um ótimo visual foram colados em alguns pontos de ônibus (Av. Cardeal&#8230; Teodoro Sampaio, Dr. Arnaldo, Av. Pompéia, Rua Clélia&#8230;). O que tinha neles? Poesia. Nenhum verso rebuscado, tudo muito fácil de entender. Tudo [...]<div class="addthis_toolbox addthis_default_style " addthis:url='http://veredaestreita.org/2011/07/29/os-cartazes-mais-bonitos-da-cidade/' addthis:title='Os cartazes mais bonitos da cidade '  ><a class="addthis_button_facebook_like" fb:like:layout="button_count"></a><a class="addthis_button_tweet"tw:via="vereda_estreita"></a><a class="addthis_button_google_plusone" g:plusone:size="medium"></a><a class="addthis_counter addthis_pill_style"></a></div>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><a href="http://arquivo.veredaestreita.org/2011mais_poesia_cartazes_horizontais_01.pdf" target="_blank"><img class="aligncenter size-full wp-image-2969" title="mais_poesia_paulo_leminski_a_noite" src="http://veredaestreita.org/wp-content/uploads/2011/07/mais_poesia_paulo_leminski_a_noite.jpg" alt="" width="425" height="283" /></a></p>
<p style="text-align: justify;">Essa semana a cidade de São Paulo acordou mais bonita. Uma intervenção simples e genial buscou quebrar tabus, surpreender: cartazes com um ótimo visual foram colados em alguns pontos de ônibus (Av. Cardeal&#8230; Teodoro Sampaio, Dr. Arnaldo, Av. Pompéia, Rua Clélia&#8230;). O que tinha neles? Poesia. Nenhum verso rebuscado, tudo muito fácil de entender.<span id="more-2966"></span></p>
<p style="text-align: justify;">Tudo feito na calada da noite de domingo passado. E até quarta-feira <a title="Estadão: &quot;Poesia 'invade' pontos de ônibus&quot; (27/07/11)" href="http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20110727/not_imp750263,0.php" target="_blank">ninguém sabia</a> quem estava por de trás dessas idéias subversoras do cotidiano paulistano. Seria uma ação publicitária de alguma empresa? Não há nenhuma vinculação de marcas. Não parece favorecer ninguém.</p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://arquivo.veredaestreita.org/2011mais_poesia_cartazes_horizontais_01.pdf" target="_blank"><img class="aligncenter size-full wp-image-2968" title="mais_poesia_mario_quintana_rapido_destino" src="http://veredaestreita.org/wp-content/uploads/2011/07/mais_poesia_mario_quintana_rapido_destino.jpg" alt="" width="425" height="286" /></a></p>
<p style="text-align: justify;">Tudo começou quando <a title="Twitter: Alexandre Oyamada" href="http://twitter.com/ale_oyamada" target="_blank"><strong>Alexandre Oyamada</strong></a> teve seu primeiro contato verdadeiro com a poesia. Tinha 24 anos e namorava uma poetisa. A primeira coisa que o Alê ganhou da Pati foi o <strong>“<a title="Estante Virtual: &quot;Poemas Rupestres&quot;" href="http://www.estantevirtual.com.br/q/poemas-rupestres" target="_blank">Poemas Rupestres</a>”</strong> do <a title="Wikipédia: Manoel de Barros" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Manoel_de_Barros" target="_blank"><strong>Manoel de Barros</strong></a>. <em>“Porque era o livro mais lindo que ela achava que podia me dar. E é mesmo”. </em>Ele diz que se começar a falar dele, fica <em>&#8220;8 horas escrevendo só sobre a genialidade</em><em> do livro e, óbvio, do Manoel de Barros”.</em></p>
<p style="text-align: justify;"><iframe title="YouTube video player" class="youtube-player" type="text/html" width="580" height="326" src="http://www.youtube.com/embed/9_qm9AqLxcs" frameborder="0" allowFullScreen="true"> </iframe></p>
<p style="text-align: justify;">Outros livros do Barros vieram. Ela apresentou também <em>“<a title="Wikipédia: Adélia Prado" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Ad%C3%A9lia_Prado" target="_blank">Adélia Prado</a>, depois os do <a title="Wikipédia: Mário Quintana" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/M%C3%A1rio_Quintana" target="_blank">Mário Quintana</a>, <a title="Wikipédia: Alice Ruiz" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Alice_Ruiz" target="_blank">Alice Ruiz</a>, <a title="Wikipédia: Ana Maria Machado" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Ana_Maria_Machado" target="_blank">Ana Maria Machado</a>, <a title="Wikipédia: Pablo Neruda" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Pablo_Neruda" target="_blank">Pablo Neruda</a> e aí eu já estava simplesmente maravilhado por uma série de motivos que eu também ficaria mais 8 horas pra explicar”</em>.</p>
<p style="text-align: justify;">Ele, que freqüentou um bom colégio em São Paulo, talvez seja a prova viva de que não basta ter acesso. Antes, poesia se resumia a métricas, a palavras rebuscadas, rimas&#8230; Possível sintoma de quando o professor de literatura segue o conteúdo programático como se fosse uma bíblia, um dogma&#8230;</p>
<p style="text-align: justify;"><em>“Fiquei realmente impressionado como eles [os poetas] enxergavam o mundo de uma maneira muito bonita, muito sensível, muito humana e aí o mundo por si só começou a me bastar, sabe? Porque eu olhava mesmo pras coisas e via como as coisas são e podem ser MUITO mais do que as definições que damos para elas (&#8230;) e olhar pra tudo com uma infinidade de possibilidades, e eu comecei a reviver o que vivia quando criança, quando eu transformava a cadeira em moto, afinal, cadeira não era lugar de sentar, cadeira era o que eu fizesse dela.”</em></p>
<p style="text-align: justify;"><em><br />
</em></p>
<p style="text-align: justify;"><em><a href="http://arquivo.veredaestreita.org/2011mais_poesia_cartazes_horizontais_01.pdf" target="_blank"><img class="aligncenter size-full wp-image-2971" title="mais_poesia_pablo_neruda_melancia" src="http://veredaestreita.org/wp-content/uploads/2011/07/mais_poesia_pablo_neruda_melancia.jpg" alt="" width="425" height="286" /></a><br />
</em></p>
<p style="text-align: justify;">Aí, acontecem aquelas perguntas naturais questionando como era possível não ter descoberto isso antes. E estender o raciocínio ao próximo é muito fácil, (apesar de ser tão difícil&#8230;).</p>
<p style="text-align: justify;"><em>“Fiquei realmente impressionado como eles escreviam com um linguajar MEGA simples, quase que com as palavras só do uso comum. Agora veja: se os poemas são facilmente compreensíveis, são mega claros com uma linguagem super comum, e se eles podem fazer com que mais pessoas vivam o que eu vivi por meio da vivência da poesia, as pessoas têm que ter a possibilidade de conhecer esses poemas e poetas!!!”</em></p>
<p style="text-align: justify;">Então, teve a idéia de imprimi-los com muito cuidado visual para facilitar a leitura. Formato das letras bem escolhido, texto devidamente ajustado no espaço do cartaz, identidade visual&#8230; Afinal, beleza também ajuda a chamar a atenção.</p>
<p style="text-align: justify;">E quais foram os critérios de escolha dos poemas? Os que achava mais bonitos e que contivessem uma linguagem simples.</p>
<p style="text-align: justify;"><em>“Poesia é um jeito de olhar pro mundo, não um estilo de escrever e isso as pessoas têm que ao menos ter a possibilidade de reparar.”</em></p>
<p style="text-align: justify;">Assim surgia o <em><strong>“Mais Poesia”</strong></em> com sua linha de objetivos: aproximar a poesia das pessoas; provar que ela está mais próxima de nós do que parece; e que não é algo reservado aos eruditos&#8230;</p>
<p style="text-align: justify;">O Alê já tinha boa parte de tudo pronto (incluindo os poemas impressos). Faltava ainda pensar em uma maneira de isso tudo se tornar um movimento. Mas a pressa das coisas de São Paulo (essa vida louca de uma grande metrópole) acabou passando outras prioridades na frente, fazendo com que tudo ficasse literalmente engavetado por seis meses.</p>
<p style="text-align: justify;">Mas foi só até domingo passado. Em uma conversa, o ele acabou contando a dois amigos tudo que havia planejado e feito. Prontamente, <a title="Twitter: Julia Lima" href="http://twitter.com/juliaSAlima" target="_blank">Julia Lima</a> e Felipe Fontes disseram: &#8220;Ué, então vamos colar eles agora, Alê!”. E passaram aquela noite colando os cartazes.</p>
<p style="text-align: justify;">O Fontes insistiu bastante que deviam fugir de pontos como a Vila Madalena, bairro de São Paulo que é reduto de boêmios, artistas e com muitas intervenções culturais. Ou seja, deviam procurar lugares não tão óbvios, que tivessem uma grande quantidade de pessoas passando por ali&#8230;</p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://arquivo.veredaestreita.org/2011mais_poesia_cartazes_verticais_01.pdf" target="_blank"><img class="aligncenter size-full wp-image-2970" title="mais_poesia_mario_quintana_opiniao" src="http://veredaestreita.org/wp-content/uploads/2011/07/mais_poesia_mario_quintana_opiniao.jpg" alt="" width="425" height="582" /></a></p>
<p style="text-align: justify;">Dá pra perceber o quanto tudo foi pensado e questionado. E você mesmo, querido leitor, seja em qual cidade que estiver, seja no Brasil, em Angola, Portugal&#8230; está convidado a espalhar os poemas também. Eles são vetorizados, o que significa que podem ser impressos em tamanho pequeno ou grande, pois a qualidade do cartaz não sofrerá perdas.</p>
<p style="text-align: justify;">E o Alê promete mais cartazes para logo mais!</p>
<p style="text-align: justify;">Já me comprometi com ele em também participar de seu projeto, iniciando por colar alguns em Roma e em outras cidades da Europa antes de voltar para o Brasil.</p>
<p style="text-align: justify;">E assim, sem esforço nenhum, ajudamos a aumentar o repertório de referências das pessoas.</p>
<p style="text-align: justify;">Não adianta querer aumentar a venda de livros no Brasil. Não basta querer comparar com os habitantes de outras nações quantos livros os brasileiros lêem por ano. Deve-se é questionar a relevância do que se lê. E um caminho é propor literatura ao invés de auto-ajuda.</p>
<p style="text-align: justify;">Boas colagens!</p>
<p style="text-align: justify;">Olé</p>
<p style="text-align: justify;">PS:<br />
Para contatar o Alê: <strong>aleoyamada@gmail.com</strong><br />
Para baixar os cartazes: <a title="Baixar os pdfs dos cartazes horizontais" href="http://arquivo.veredaestreita.org/2011mais_poesia_cartazes_horizontais_01.pdf" target="_blank">horizontais_01</a> e <a title="Baixar os pdfs dos cartazes verticais" href="http://arquivo.veredaestreita.org/2011mais_poesia_cartazes_verticais_01.pdf" target="_blank">verticais_01</a></p>
<div class="addthis_toolbox addthis_default_style " addthis:url='http://veredaestreita.org/2011/07/29/os-cartazes-mais-bonitos-da-cidade/' addthis:title='Os cartazes mais bonitos da cidade '  ><a class="addthis_button_facebook_like" fb:like:layout="button_count"></a><a class="addthis_button_tweet"tw:via="vereda_estreita"></a><a class="addthis_button_google_plusone" g:plusone:size="medium"></a><a class="addthis_counter addthis_pill_style"></a></div>]]></content:encoded>
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		<title>Algumas impressões sobre a FLIP 2011</title>
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		<pubDate>Wed, 13 Jul 2011 20:27:24 +0000</pubDate>
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			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">Oswald de Andrade esteve na FLIP 2011 como dificilmente outro escritor homenageado pela festa estará. Das três edições da FLIP que acompanhei, esta foi aquela em que a homenagem melhor se enraizou na <a href="http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20110711/not_imp743181,0.php" target="_blank">programação</a>. Oswald não foi debatido apenas na mesa de abertura ou em algumas mesas menos prestigiadas pelo público ao longo da festa. Ele esteve nas <a href="http://www.youtube.com/watch?v=4SbqPsj2FZk&amp;feature=channel_video_title" target="_blank">palavras de Antonio Candido</a> na <a href="http://www.flip.org.br/blog.php?param=2011/07/06/um-momento-magico/" target="_blank">conferência inicial</a>, mas também nas canções do <a href="http://www.youtube.com/watch?v=byHI_aEUOaI" target="_blank">show de abertura</a>, em que <a href="http://www.youtube.com/watch?v=ucwVXY2v1bw" target="_blank">José Miguel Wisnik</a> (que também falou na primeira mesa), <a href="http://www.youtube.com/watch?v=ucwVXY2v1bw" target="_blank">Celso Sim</a> e <a href="http://www.youtube.com/watch?v=24HcvLAoRBQ" target="_blank">Elza Soares</a> cantaram adaptações feitas a partir de poemas do modernista, e também na &#8220;<a href="http://www.flip.org.br/noticias.php?id=690" target="_blank">Macumba Antropófaga</a>&#8221; com que Zé Celso e sua equipe do Teatro Oficina encerraram a festa.<span id="more-2940"></span></p>
<p><a href="http://www.flickr.com/photos/brunabuzzo/5930701703"><img class="size-large wp-image-2941 " src="http://veredaestreita.org/wp-content/uploads/2011/07/IMG_2918_rec-425x209.jpg" alt="Imagem do começo da Macumba Antropófaga que encerrou a FLIP 2011" width="425" height="209" /></a></p>
<h5>Imagem do começo da &#8220;Macumba Antropófaga&#8221;, que encerrou a FLIP 2011.</h5>
<p style="text-align: justify;">Na programação principal, <a href="http://www.youtube.com/watch?v=SNR34YcRvH0&amp;amp;feature=player_embedded" target="_blank">João Ubaldo Ribeiro</a> e o escritor português nascido em Angola <a href="https://twitter.com/#!/valterhugomae" target="_blank">valter hugo mãe</a> (que não usa maiúsculas nem em seu nome) foram os autores que mais cativaram o público. Ubaldo por suas divertidas histórias e mãe por uma fala onde a escrita parece natural (além de um texto sobre sua relação com o Brasil lido ao final da mesa, que levou boa parte do público às lágrimas). <a href="http://www.flip.org.br/blog/index.php?param=2011/07/09/enriquecendo-a-literatura/" target="_blank">Miguel Nicolelis</a>, <a href="http://www.flip.org.br/blog/index.php?param=2011/07/09/uma-deliciosa-conversa-literaria/" target="_blank">Andrés Neuman</a> e <a href="http://www.flip.org.br/blog/index.php?param=2011/07/10/quadrinho-de-gente-grande/" target="_blank">Joe Sacco</a> também chamaram bastante atenção.</p>
<p style="text-align: justify;">Ao longo desta 9ª edição da FLIP, a impressão geral do público foi de que havia menos gente em Paraty este ano. No entanto, a estimativa é de que entre <a href="http://blogs.estadao.com.br/flip/2011/07/10/drummond-o-homenageado-de-2012/" target="_blank">20 e 25 mil</a> pessoas estavam por lá durante o evento, a mesma estimativa da edição de 2009. Ano passado, o público estimado foi de 15 a 20 mil pessoas (a edição 2010 aconteceu em agosto, devido à Copa do Mundo). Acredito, então, que esta impressão se deva ao fato de que o número de eventos paralelos cresceu. Se o número de pessoas que assistiam as mesas literárias do lado de fora da tenda do telão diminuiu, a Casa de Cultura estava sempre mais ou menos cheia, muitos eventos da <a href="http://www1.folha.uol.com.br/ilustrada/940331-senta-aqui-bolsonaro-brinca-laerte-na-casa-folha-em-paraty.shtml" target="_blank">Casa Folha</a> e da <a href="http://flip.sesc.com.br/flip/" target="_blank">Casa SESC</a> lotaram.</p>
<p style="text-align: justify;">Outro fator que pode ter contribuído para a impressão de que a cidade estava mais vazia ou de que este ano estava mais fácil atravessar a ponte do rio que cruza a cidade foi a mudança de lugar na Tenda do Telão. Em 2011, a organização da FLIP reuniu todas as suas tendas do mesmo lado do rio em que nas edições anteriores ficava apenas a Tenda dos Autores. Em um único corredor, aproveitando o passeio reformado pela prefeitura, estavam reunidas as tendas dos autores, dos autógrafos, a livraria, a loja da FLIP, os estandes dos patrocinadores e, ao final de tudo, já na praia, a tenda do telão.</p>
<h5><iframe title="YouTube video player" class="youtube-player" type="text/html" width="580" height="326" src="http://www.youtube.com/embed/euD46SXKaOc&amp;" frameborder="0" allowFullScreen="true"> </iframe><br />
A leitura feita por valter hugo mãe ao final da mesa 6 da FLIP 2011. Vídeo: Divulgação/FLIP</h5>
<p style="text-align: justify;">Foi uma FLIP com bons autores, bons mediadores (das mesas que vi, nenhum mediador estragou as conversas, como às vezes acontece), com alguma <a href="http://veja.abril.com.br/blog/todoprosa/vida-literaria/balanco-a-palavra-errada-nazista-e-o-homem-certo-mae/" target="_blank">polêmica</a> (especialmente entre o curador e o cineasta e escritor judeu Claude Lanzmann) e com algum debate. Nas mesas literárias, é difícil que os escritores convidados efetivamente dialoguem entre si, para além de algumas semelhanças propostas pelos mediadores. Neste ponto, destaco a mesa entre os escritores colombianos Laura Restrepo e Hector Abad, que não só leram as obras um do outro como <a href="http://www.flip.org.br/noticias.php?id=688" target="_blank">trocaram impressões</a> a respeito.</p>
<p style="text-align: justify;">Texto e foto: Bruna Buzzo</p>
<div class="addthis_toolbox addthis_default_style " addthis:url='http://veredaestreita.org/2011/07/13/algumas-impressoes-sobre-a-flip-2011/' addthis:title='Algumas impressões sobre a FLIP 2011 '  ><a class="addthis_button_facebook_like" fb:like:layout="button_count"></a><a class="addthis_button_tweet"tw:via="vereda_estreita"></a><a class="addthis_button_google_plusone" g:plusone:size="medium"></a><a class="addthis_counter addthis_pill_style"></a></div>]]></content:encoded>
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		<title>Ainda há circo no Cirque Du Soleil ®?</title>
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		<pubDate>Fri, 17 Jun 2011 00:51:24 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Respeitável público, o Cirque du Soleil estará de volta ao Brasil em setembro. Depois de 3 valiosas temporadas em solo brasileiro, o grupo canadense traz no espetáculo Varekai uma profusão de novos conceitos e performances impecáveis, sua marca registrada.<div class="addthis_toolbox addthis_default_style " addthis:url='http://veredaestreita.org/2011/06/16/ainda-ha-circo-no-cirque-du-soleil-%c2%ae/' addthis:title='Ainda há circo no Cirque Du Soleil ®? '  ><a class="addthis_button_facebook_like" fb:like:layout="button_count"></a><a class="addthis_button_tweet"tw:via="vereda_estreita"></a><a class="addthis_button_google_plusone" g:plusone:size="medium"></a><a class="addthis_counter addthis_pill_style"></a></div>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<h6 style="text-align: justify;"><img class="aligncenter size-full wp-image-2866" title="varekai" src="http://veredaestreita.org/wp-content/uploads/2011/06/varekai.jpg" alt="" width="425" height="298" />Foto: Divulgação.</h6>
<p style="text-align: justify;">Respeitável público, o <a title="Sítio oficial do Cirque du Soleil" href="http://www.cirquedusoleil.com" target="_blank"><strong>Cirque du Soleil</strong></a> estará de volta ao Brasil em setembro. Depois de 3 valiosas temporadas em solo brasileiro, o grupo canadense traz no espetáculo <a title="Sítio oficial do espetáculo Varekai do Cirque du Soleil" href="http://www.cirquedusoleil.com/pt/shows/varekai" target="_blank"><strong>Varekai</strong></a> uma profusão de novos conceitos e performances impecáveis, sua marca registrada.<span id="more-2863"></span></p>
<p style="text-align: justify;">De perto não se sente mais o cheiro de serragem, não há mais um picadeiro ou qualquer falta de profissionalismo. O que resta da alma secular do circo dentro desta gigantesca empresa de entretenimento?</p>
<p style="text-align: justify;">Criada modestamente em 1984 por dois simples artistas de rua, a companhia hoje não tem mais nada que remeta à simplicidade inicial. Atualmente são mais de 5000 empregados, 22 espetáculos em turnê por mais de 40 países do mundo, motivados pela premissa de reinventar a atividade e atingir a perfeição técnica e artística nas apresentações. Autodenominados como “força criativa multifacetada”, esta trupe colossal deixa dúvidas sobre quanto o poder dos negócios sobressaem à arte.</p>
<p style="text-align: justify;">O diretor artístico do <strong>Cirque Du Soleil</strong>, Mathieu Gatieu, falou ao <strong>Vereda Estreita</strong> sobre a liberdade criativa na companhia: “Nós gostamos e incentivamos que os artistas deixem sua marca no processo. Se você assistir a uma estreia e depois de alguns anos o mesmo espetáculo, vai perceber uma grande diferença. Cada um deles vai, aos poucos, moldando seus personagens e imprimindo suas próprias características e ideias”, garante.</p>
<p style="text-align: justify;">O malabarista Tommy Tequila, que foi descoberto em um circo mediano no México, afirmou que a principal semelhança do grupo com o circo tradicional está no pé na estrada. Viajam juntos por anos em turnês itinerantes e criam uma intimidade familiar entre artistas e staff como forma de não sofrerem muito pelas mudanças. As diferentes culturas que vivem sob uma mesma lona não costumam causar problemas, ressalta Gatieu. “Ninguém chega querendo impor sua cultura, mas sim absorvendo uma cultura interna própria como sua”.</p>
<p style="text-align: justify;">Tommy diz que para ele o que faz do <strong>Cirque</strong> um show especial – tanto para o artista quanto para o público – é a excelência dos profissionais envolvidos. “Os maquiadores, cenógrafos, preparadores de elenco, todos, sem exceção, são especialistas em suas funções e os melhores que existem. Em um circo comum, a administração é feita pelo mesmo cara que, à noite, vai estar no picadeiro. Isto faz uma enorme diferença para o espetáculo como um todo”.</p>
<p style="text-align: justify;">Para Gatieu, o <strong>Cirque</strong> tem sim uma constante preocupação com suas origens. Sempre colocam alguma atração de forte tradição circense, como malabarismos e palhaços – ainda que bastante reinventados – para manter vivo e presente o conceito que se apoiam. “Não podemos esquecer, também, que hoje nós somos a referência para a maioria dos circos no mundo, o que é muito lisonjeiro”.</p>
<p style="text-align: justify;">Se o <strong>Cirque du Soleil</strong> está pouco a pouco matando a tradição ou simplesmente reinventando-a, descobriremos com o passar dos anos. O fato é que a reunião de méritos do grupo os põe em um patamar de admiração realmente merecido, e o reconhecimento para esta empresa é a venda massiva de ingressos para <strong>Varekai</strong>, ainda que com preços bastante altos e bastante antecedência.</p>
<p style="text-align: justify;">A arte influencia os negócios ou os negócios influenciam a arte? O <strong>Cirque Du Soleil</strong>, aparentemente, aprendeu bem a forçar o convívio frutífero e harmônico entre ambos.</p>
<p style="text-align: justify;">Victor Gouvea</p>
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