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	<title>Vereda Estreita &#187; Reflexão</title>
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		<title>Gentrificando o Centro</title>
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		<pubDate>Fri, 13 Jan 2012 05:34:06 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Olé</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Chegamos por volta das 4 da manhã de domingo pra segunda. Conforme o carro entrava na região da Avenida Rio Branco, íamos encontrando algumas pessoas circulando. Numa das ruas paralelas, uma viatura enquadrava alguns. Os policiais estavam vestindo luvas brancas. Cheguei a pensar que se tratava de um acidente, sangue, feridos, mas devia ser só preconceito mesmo.<div class="addthis_toolbox addthis_default_style " addthis:url='http://veredaestreita.org/2012/01/13/gentrificando-o-centro/' addthis:title='Gentrificando o Centro '  ><a class="addthis_button_facebook_like" fb:like:layout="button_count"></a><a class="addthis_button_tweet"></a><a class="addthis_button_google_plusone" g:plusone:size="medium"></a><a class="addthis_counter addthis_pill_style"></a></div>
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</ol>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<h6><a href="http://veredaestreita.org/wp-content/uploads/2012/01/enquadro_policiais_luva.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-3472" title="enquadro_policiais_luva" src="http://veredaestreita.org/wp-content/uploads/2012/01/enquadro_policiais_luva.jpg" alt="" width="580" height="274" /></a>Foto: Olegário A. Filho</h6>
<p>Chegamos por volta das 4 da manhã de domingo pra segunda. Conforme o carro entrava na região da Avenida Rio Branco, íamos encontrando algumas pessoas circulando. Numa das ruas paralelas, uma viatura enquadrava alguns. Os policiais estavam vestindo luvas brancas. Cheguei a pensar que se tratava de um acidente, sangue, feridos, mas devia ser só preconceito mesmo.<span id="more-3378"></span></p>
<p>Iniciamos a nossa andança a pé. Não queríamos fazer como a imprensa convencional normalmente faz: ficar apenas circulando de carro, tirando fotos do alto de prédios ou se aproximar deles escoltado por seguranças (ou pela polícia). Descemos. Logo de cara, começamos a falar com um pequeno grupo. Explicávamos a idéia de ouvi-los. Mas se negaram a falar.</p>
<h6><img class="alignnone size-full wp-image-3476" style="border-style: initial; border-color: initial;" title="esquina_av_rio_branco" src="http://veredaestreita.org/wp-content/uploads/2012/01/esquina_av_rio_branco.jpg" alt="" width="580" height="256" />Foto: Olegário A. Filho</h6>
<p>Chegando à Rio Branco, vimos um grupo que estava sentado numa calçada do outro lado da avenida. Por um instante, a luz de um isqueiro dava o ar de sua graça enquanto uma viatura da <strong>Força Tática</strong> passava no sentido oposto. Iniciamos a travessia. Um de nós percebeu que a Tática voltaria e pediu para diminuirmos o passo. Alguns segundos depois, a mesma viatura já tinha feito o retorno e trazia sua brutalidade para aquela calçada. Os policiais não estavam brincando. Se o grupo resolvesse permanecer parado <strong>na calçada</strong>, não tenho dúvidas de que a <em><a title="Wikipédia: Chevrolet Blazer" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Chevrolet_Blazer" target="_blank">Blazer</a></em> teria passado por cima de seus corpos. Levantaram dali correndo. Um deles ria. Um outro se revoltara e xingou os policiais, que o perseguiram &#8211; de forma não tão óbvia &#8211; montados na <em>Blazer</em>.</p>
<p>A viatura girava em círculos por entre postes de luz da calçada central, tentando atropelá-lo. Tudo a menos de 2 quilômetros da Corregedoria da Polícia Militar. Nesta altura, já haviamos chegado à esquina (da qual aquelas pessoas haviam sido <a title="Blog do Sakamoto: &quot;Tá com dó, leva pra casa!&quot;" href="http://blogdosakamoto.uol.com.br/2012/01/04/ta-com-do-leva-pra-casa/" target="_blank">enxotadas</a>). O menino que fugia dos policiais veio em nossa direção e tentou se esconder entre as fachadas da rua dos Gusmões. A viatura parou na nossa frente e um policial desceu. Muito nervoso, gritou: <strong>&#8220;Some daqui se não dou um tiro dentro da sua boca!&#8221;</strong>. O rapaz saiu correndo. E a viatura continuou sua patrulha.</p>
<h6><a href="http://veredaestreita.org/wp-content/uploads/2012/01/rua_luz_santa_ifigenia.jpg"><img class="size-full wp-image-3474 alignnone" title="rua_luz_santa_ifigenia" src="http://veredaestreita.org/wp-content/uploads/2012/01/rua_luz_santa_ifigenia.jpg" alt="" width="580" height="310" /></a>Foto: Olegário A. Filho</h6>
<p>Duas ruas depois, avistamos aquela viatura. Vinha na direção oposta. Parecia falar alguma coisa para alguns que ali estavam. Destoávamos do cenário. O que quatro caras faziam por ali com mochilas&#8230;? Lá vieram os policiais nos abordar. Trataram-nos com respeito. Alertaram para o perigo de perambular por ali: &#8220;Pra onde estão indo?&#8221;. Exitamos. &#8220;Vamos ali para a Av. Ipiranga&#8230;&#8221;. Indicaram um caminho. Segundo eles, menos perigoso. Andaram um pouco ao nosso lado e depois foram embora. Continuamos à procura de depoimentos sinceros de quem ainda não havia sido ouvido.</p>
<p>Encontramos dois rapazes que trabalham por ali. Disseram conhecer alguns usuários de crack e se dispuseram a nos ajudar. Fizeram o meio de campo conversando com um casal que passava naquele momento que acabou aceitando falar. O resultado é o vídeo abaixo, que foi ao ar no programa <strong><a title="#PosTV: Programa Segunda Dose - 09/01/2012" href="http://www.ustream.tv/recorded/19672114" target="_blank">Segunda Dose</a></strong>, pela <strong>#PosTV</strong>.</p>
<p><iframe title="YouTube video player" class="youtube-player" type="text/html" width="580" height="326" src="http://www.youtube.com/embed/cqDkuda-TIo" frameborder="0" allowFullScreen="true"> </iframe></p>
<p>Pessoas. Não, zumbis (como amplamente divulgado). São seres humanos. Lúcidos. Essa menina insistiu muito dizendo que eles não eram bichos. E claramente tentava separar o conceito de doença do de vício: &#8220;não é doença não, é um vício&#8221;. Doença naquele sentido de câncer, que precisa ser eliminado a todo custo.</p>
<p>Em que medida o crack é realmente o problema? Será que se fosse uma aglomeração de mendigos eles seriam mais aceitos? Também não seria pauta da velha imprensa, e mesmo assim os direitos individuais seriam abalados pela repressão, pela negligencia do Estado?</p>
<p>E o pior de tudo isso é imaginar que usam essas pessoas como fator de especulação imobiliária.</p>
<p>Como divulgado pelas autoridades que encabeçavam essa &#8220;limpeza&#8221;, tudo fazia parte do <strong>plano Nova Luz</strong>. E em que consiste? Em vender uma parte do <strong>Bairro Santa Ifigênia</strong> para um grupo privado.</p>
<p>O Documentário abaixo, de <strong>Fernanda Stica</strong>, acaba com <a title="YouTube: &quot;Projeto Nova Luz&quot;. Uma gravação de um programa da TV Globo &quot;debatendo&quot; o projeto." href="http://www.youtube.com/watch?v=1ItA1cNhhC8" target="_blank">aquela idéia (propagada pela velha mídia)</a> de que o Centro de São Paulo foi abandonado. Na verdade, foi abandonado por uma parcela da população (os mais ricos).</p>
<p><iframe title="YouTube video player" class="youtube-player" type="text/html" width="580" height="326" src="http://www.youtube.com/embed/p36O-P-n4vk" frameborder="0" allowFullScreen="true"> </iframe></p>
<p><iframe title="YouTube video player" class="youtube-player" type="text/html" width="580" height="326" src="http://www.youtube.com/embed/4U6ZYEHHo1o" frameborder="0" allowFullScreen="true"> </iframe></p>
<p><iframe title="YouTube video player" class="youtube-player" type="text/html" width="580" height="326" src="http://www.youtube.com/embed/iWfErILDptQ" frameborder="0" allowFullScreen="true"> </iframe></p>
<p><iframe title="YouTube video player" class="youtube-player" type="text/html" width="580" height="326" src="http://www.youtube.com/embed/2jjTsR4YZoU" frameborder="0" allowFullScreen="true"> </iframe></p>
<p>Tudo isso é reflexo de um quadro político alimentado pelo setor imobiliário, <a title="TV Folha: &quot;Polícia usa bombas de efeito moral e balas de borracha na cracolândia&quot;" href="http://www1.folha.uol.com.br/multimidia/videocasts/1031579-policia-usa-bombas-de-efeito-moral-e-balas-de-borracha-na-cracolandia-veja.shtml" target="_blank">respaldado pela polícia</a>.</p>
<p>Abaixo, outro documentário, feito pelo projeto <a title="Projeto Moseo de los Desplazados" href="http://lefthandrotation.com/museodesplazados/ficha_luz.htm" target="_blank">Moseo del Desplazados</a>, do coletivo espanhol <a title="Coletivo Left Hand Rotation" href="http://www.lefthandrotation.com" target="_blank">Left Hand Rotation</a>.</p>
<p><iframe src="http://player.vimeo.com/video/32848727" width="580" height="326" frameborder="0"></iframe></p>
<p>É muito animador perceber que estratos da sociedade que antes pouco se toleravam, aparecem aqui mais solidários uns com os outros. Principalmente por perceberem que as injustiças atingirão todos.</p>
<p>Afinal, uma parcela da sociedade decidir que um outro grupo não tem o direito de viver no mesmo local é uma atitude que bebe em <a title="Blog Maria Frô: &quot;Higienismo fascista em Sampa: mendigos literamente serão desinfetados&quot;" href="http://mariafro.com/2010/06/06/higienismo-fascista-em-sampa-mendigos-literamente-serao-desinfetados/" target="_blank">princípios nazistas e fascistas</a>. Políticas <a title="Carta Capital: &quot;‘Ação da polícia parte de visão higienista’&quot;" href="http://www.cartacapital.com.br/sociedade/acao-da-policia-parte-de-visao-higienista/" target="_blank">higienistas</a>, autoritárias&#8230;</p>
<p>Olé</p>
<p>PS: Amanhã, 14/01 (sábado), às 16h, vai rolar o Churrascão da Gente Diferenciada &#8211; versão Cracolândia. Está marcado para ser nas esquinas entre a Rua Helvétia e a Alameda Dino Bueno. <a title="Facebook: Evento: Churrascão da Gente Diferenciada, versão Cracolândia" href="http://www.facebook.com/events/214191915336575/" target="_blank">Confirme sua presença no evento feito no Facebook</a>.</p>
<div class="addthis_toolbox addthis_default_style " addthis:url='http://veredaestreita.org/2012/01/13/gentrificando-o-centro/' addthis:title='Gentrificando o Centro '  ><a class="addthis_button_facebook_like" fb:like:layout="button_count"></a><a class="addthis_button_tweet"></a><a class="addthis_button_google_plusone" g:plusone:size="medium"></a><a class="addthis_counter addthis_pill_style"></a></div><p>Leia também:</p><ol>
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</ol>]]></content:encoded>
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		<item>
		<title>Os cartazes mais bonitos da cidade</title>
		<link>http://veredaestreita.org/2011/07/29/os-cartazes-mais-bonitos-da-cidade/</link>
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		<pubDate>Fri, 29 Jul 2011 11:12:05 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Essa semana a cidade de São Paulo acordou mais bonita. Uma intervenção simples e genial buscou quebrar tabus, surpreender: cartazes com um ótimo visual foram colados em alguns pontos de ônibus (Av. Cardeal&#8230; Teodoro Sampaio, Dr. Arnaldo, Av. Pompéia, Rua Clélia&#8230;). O que tinha neles? Poesia. Nenhum verso rebuscado, tudo muito fácil de entender. Tudo [...]<div class="addthis_toolbox addthis_default_style " addthis:url='http://veredaestreita.org/2011/07/29/os-cartazes-mais-bonitos-da-cidade/' addthis:title='Os cartazes mais bonitos da cidade '  ><a class="addthis_button_facebook_like" fb:like:layout="button_count"></a><a class="addthis_button_tweet"></a><a class="addthis_button_google_plusone" g:plusone:size="medium"></a><a class="addthis_counter addthis_pill_style"></a></div>
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</ol>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><a href="http://arquivo.veredaestreita.org/2011mais_poesia_cartazes_horizontais_01.pdf" target="_blank"><img class="aligncenter size-full wp-image-2969" title="mais_poesia_paulo_leminski_a_noite" src="http://veredaestreita.org/wp-content/uploads/2011/07/mais_poesia_paulo_leminski_a_noite.jpg" alt="" width="425" height="283" /></a></p>
<p style="text-align: justify;">Essa semana a cidade de São Paulo acordou mais bonita. Uma intervenção simples e genial buscou quebrar tabus, surpreender: cartazes com um ótimo visual foram colados em alguns pontos de ônibus (Av. Cardeal&#8230; Teodoro Sampaio, Dr. Arnaldo, Av. Pompéia, Rua Clélia&#8230;). O que tinha neles? Poesia. Nenhum verso rebuscado, tudo muito fácil de entender.<span id="more-2966"></span></p>
<p style="text-align: justify;">Tudo feito na calada da noite de domingo passado. E até quarta-feira <a title="Estadão: &quot;Poesia 'invade' pontos de ônibus&quot; (27/07/11)" href="http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20110727/not_imp750263,0.php" target="_blank">ninguém sabia</a> quem estava por de trás dessas idéias subversoras do cotidiano paulistano. Seria uma ação publicitária de alguma empresa? Não há nenhuma vinculação de marcas. Não parece favorecer ninguém.</p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://arquivo.veredaestreita.org/2011mais_poesia_cartazes_horizontais_01.pdf" target="_blank"><img class="aligncenter size-full wp-image-2968" title="mais_poesia_mario_quintana_rapido_destino" src="http://veredaestreita.org/wp-content/uploads/2011/07/mais_poesia_mario_quintana_rapido_destino.jpg" alt="" width="425" height="286" /></a></p>
<p style="text-align: justify;">Tudo começou quando <a title="Twitter: Alexandre Oyamada" href="http://twitter.com/ale_oyamada" target="_blank"><strong>Alexandre Oyamada</strong></a> teve seu primeiro contato verdadeiro com a poesia. Tinha 24 anos e namorava uma poetisa. A primeira coisa que o Alê ganhou da Pati foi o <strong>“<a title="Estante Virtual: &quot;Poemas Rupestres&quot;" href="http://www.estantevirtual.com.br/q/poemas-rupestres" target="_blank">Poemas Rupestres</a>”</strong> do <a title="Wikipédia: Manoel de Barros" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Manoel_de_Barros" target="_blank"><strong>Manoel de Barros</strong></a>. <em>“Porque era o livro mais lindo que ela achava que podia me dar. E é mesmo”. </em>Ele diz que se começar a falar dele, fica <em>&#8220;8 horas escrevendo só sobre a genialidade</em><em> do livro e, óbvio, do Manoel de Barros”.</em></p>
<p style="text-align: justify;"><iframe title="YouTube video player" class="youtube-player" type="text/html" width="580" height="326" src="http://www.youtube.com/embed/9_qm9AqLxcs" frameborder="0" allowFullScreen="true"> </iframe></p>
<p style="text-align: justify;">Outros livros do Barros vieram. Ela apresentou também <em>“<a title="Wikipédia: Adélia Prado" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Ad%C3%A9lia_Prado" target="_blank">Adélia Prado</a>, depois os do <a title="Wikipédia: Mário Quintana" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/M%C3%A1rio_Quintana" target="_blank">Mário Quintana</a>, <a title="Wikipédia: Alice Ruiz" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Alice_Ruiz" target="_blank">Alice Ruiz</a>, <a title="Wikipédia: Ana Maria Machado" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Ana_Maria_Machado" target="_blank">Ana Maria Machado</a>, <a title="Wikipédia: Pablo Neruda" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Pablo_Neruda" target="_blank">Pablo Neruda</a> e aí eu já estava simplesmente maravilhado por uma série de motivos que eu também ficaria mais 8 horas pra explicar”</em>.</p>
<p style="text-align: justify;">Ele, que freqüentou um bom colégio em São Paulo, talvez seja a prova viva de que não basta ter acesso. Antes, poesia se resumia a métricas, a palavras rebuscadas, rimas&#8230; Possível sintoma de quando o professor de literatura segue o conteúdo programático como se fosse uma bíblia, um dogma&#8230;</p>
<p style="text-align: justify;"><em>“Fiquei realmente impressionado como eles [os poetas] enxergavam o mundo de uma maneira muito bonita, muito sensível, muito humana e aí o mundo por si só começou a me bastar, sabe? Porque eu olhava mesmo pras coisas e via como as coisas são e podem ser MUITO mais do que as definições que damos para elas (&#8230;) e olhar pra tudo com uma infinidade de possibilidades, e eu comecei a reviver o que vivia quando criança, quando eu transformava a cadeira em moto, afinal, cadeira não era lugar de sentar, cadeira era o que eu fizesse dela.”</em></p>
<p style="text-align: justify;"><em><br />
</em></p>
<p style="text-align: justify;"><em><a href="http://arquivo.veredaestreita.org/2011mais_poesia_cartazes_horizontais_01.pdf" target="_blank"><img class="aligncenter size-full wp-image-2971" title="mais_poesia_pablo_neruda_melancia" src="http://veredaestreita.org/wp-content/uploads/2011/07/mais_poesia_pablo_neruda_melancia.jpg" alt="" width="425" height="286" /></a><br />
</em></p>
<p style="text-align: justify;">Aí, acontecem aquelas perguntas naturais questionando como era possível não ter descoberto isso antes. E estender o raciocínio ao próximo é muito fácil, (apesar de ser tão difícil&#8230;).</p>
<p style="text-align: justify;"><em>“Fiquei realmente impressionado como eles escreviam com um linguajar MEGA simples, quase que com as palavras só do uso comum. Agora veja: se os poemas são facilmente compreensíveis, são mega claros com uma linguagem super comum, e se eles podem fazer com que mais pessoas vivam o que eu vivi por meio da vivência da poesia, as pessoas têm que ter a possibilidade de conhecer esses poemas e poetas!!!”</em></p>
<p style="text-align: justify;">Então, teve a idéia de imprimi-los com muito cuidado visual para facilitar a leitura. Formato das letras bem escolhido, texto devidamente ajustado no espaço do cartaz, identidade visual&#8230; Afinal, beleza também ajuda a chamar a atenção.</p>
<p style="text-align: justify;">E quais foram os critérios de escolha dos poemas? Os que achava mais bonitos e que contivessem uma linguagem simples.</p>
<p style="text-align: justify;"><em>“Poesia é um jeito de olhar pro mundo, não um estilo de escrever e isso as pessoas têm que ao menos ter a possibilidade de reparar.”</em></p>
<p style="text-align: justify;">Assim surgia o <em><strong>“Mais Poesia”</strong></em> com sua linha de objetivos: aproximar a poesia das pessoas; provar que ela está mais próxima de nós do que parece; e que não é algo reservado aos eruditos&#8230;</p>
<p style="text-align: justify;">O Alê já tinha boa parte de tudo pronto (incluindo os poemas impressos). Faltava ainda pensar em uma maneira de isso tudo se tornar um movimento. Mas a pressa das coisas de São Paulo (essa vida louca de uma grande metrópole) acabou passando outras prioridades na frente, fazendo com que tudo ficasse literalmente engavetado por seis meses.</p>
<p style="text-align: justify;">Mas foi só até domingo passado. Em uma conversa, o ele acabou contando a dois amigos tudo que havia planejado e feito. Prontamente, <a title="Twitter: Julia Lima" href="http://twitter.com/juliaSAlima" target="_blank">Julia Lima</a> e Felipe Fontes disseram: &#8220;Ué, então vamos colar eles agora, Alê!”. E passaram aquela noite colando os cartazes.</p>
<p style="text-align: justify;">O Fontes insistiu bastante que deviam fugir de pontos como a Vila Madalena, bairro de São Paulo que é reduto de boêmios, artistas e com muitas intervenções culturais. Ou seja, deviam procurar lugares não tão óbvios, que tivessem uma grande quantidade de pessoas passando por ali&#8230;</p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://arquivo.veredaestreita.org/2011mais_poesia_cartazes_verticais_01.pdf" target="_blank"><img class="aligncenter size-full wp-image-2970" title="mais_poesia_mario_quintana_opiniao" src="http://veredaestreita.org/wp-content/uploads/2011/07/mais_poesia_mario_quintana_opiniao.jpg" alt="" width="425" height="582" /></a></p>
<p style="text-align: justify;">Dá pra perceber o quanto tudo foi pensado e questionado. E você mesmo, querido leitor, seja em qual cidade que estiver, seja no Brasil, em Angola, Portugal&#8230; está convidado a espalhar os poemas também. Eles são vetorizados, o que significa que podem ser impressos em tamanho pequeno ou grande, pois a qualidade do cartaz não sofrerá perdas.</p>
<p style="text-align: justify;">E o Alê promete mais cartazes para logo mais!</p>
<p style="text-align: justify;">Já me comprometi com ele em também participar de seu projeto, iniciando por colar alguns em Roma e em outras cidades da Europa antes de voltar para o Brasil.</p>
<p style="text-align: justify;">E assim, sem esforço nenhum, ajudamos a aumentar o repertório de referências das pessoas.</p>
<p style="text-align: justify;">Não adianta querer aumentar a venda de livros no Brasil. Não basta querer comparar com os habitantes de outras nações quantos livros os brasileiros lêem por ano. Deve-se é questionar a relevância do que se lê. E um caminho é propor literatura ao invés de auto-ajuda.</p>
<p style="text-align: justify;">Boas colagens!</p>
<p style="text-align: justify;">Olé</p>
<p style="text-align: justify;">PS:<br />
Para contatar o Alê: <strong>aleoyamada@gmail.com</strong><br />
Para baixar os cartazes: <a title="Baixar os pdfs dos cartazes horizontais" href="http://arquivo.veredaestreita.org/2011mais_poesia_cartazes_horizontais_01.pdf" target="_blank">horizontais_01</a> e <a title="Baixar os pdfs dos cartazes verticais" href="http://arquivo.veredaestreita.org/2011mais_poesia_cartazes_verticais_01.pdf" target="_blank">verticais_01</a></p>
<div class="addthis_toolbox addthis_default_style " addthis:url='http://veredaestreita.org/2011/07/29/os-cartazes-mais-bonitos-da-cidade/' addthis:title='Os cartazes mais bonitos da cidade '  ><a class="addthis_button_facebook_like" fb:like:layout="button_count"></a><a class="addthis_button_tweet"></a><a class="addthis_button_google_plusone" g:plusone:size="medium"></a><a class="addthis_counter addthis_pill_style"></a></div><p>Leia também:</p><ol>
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		<title>A Cultura do medo</title>
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		<pubDate>Thu, 05 May 2011 02:11:59 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Clóvis de Barros Filho</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Foto:  Jônatas Cunha Bin Laden Morre. Os EUA se regozijam. Comemoram. Sentem-se vingados. Pelos milhares mortos em 11/09. Mas o maior legado de Bin Laden não se apagou. Americanos pelo mundo todo ainda estão vivendo sob a mais brutal cultura do medo. E este medo não se esvaiu com a execução do agora mártir Bin [...]<div class="addthis_toolbox addthis_default_style " addthis:url='http://veredaestreita.org/2011/05/04/a-cultura-do-medo/' addthis:title='A Cultura do medo '  ><a class="addthis_button_facebook_like" fb:like:layout="button_count"></a><a class="addthis_button_tweet"></a><a class="addthis_button_google_plusone" g:plusone:size="medium"></a><a class="addthis_counter addthis_pill_style"></a></div>
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<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">Bin Laden Morre. Os EUA se regozijam. Comemoram. Sentem-se vingados. Pelos milhares mortos em 11/09. Mas o maior legado de Bin Laden não se apagou. Americanos pelo mundo todo ainda estão vivendo sob a mais brutal cultura do medo.</p>
<p style="text-align: justify;">E este medo não se esvaiu com a execução do agora mártir Bin Laden. Aliás, foi a primeira reação pós-euforia. Morreu, e agora?</p>
<p style="text-align: justify;">Isto tudo porque o medo é muito mais fácil de adquirir do que de perder. Por dois motivos essenciais, que são no fundo relacionados à própria essência do medo: o primeiro é que não ter medo pressupõe confiar. Mas confiar em que? Na tranquilidade; O segundo é que sempre temos medo daquilo que projetamos para o futuro. O medo nunca é do que é, mas do que pode ser.</p>
<p style="text-align: justify;">Vejamos: Se um leão encontra-se na minha frente, não tenho medo dele, mas sim da mordida que ele pode me dar. Mas ele ainda não mordeu. E o medo só existe enquanto não existe mordida. Quando existe mordida, existe dor, e o medo passa a ser da morte. E assim por diante. Nunca tememos o mundo que é. Sempre tememos o mundo que imaginamos que possa ser.</p>
<p style="text-align: justify;">E em que se baseia esta nossa projeção? Só pode se basear naquilo que temos de material cognitivo. É como no sonho: só sonhamos com o que já vimos e vivemos. Pois então, só projetamos o futuro com base no passado. Operamos através da relação de causa e efeito, como bem nos explicou <a title="Wikipédia: &quot;David Hume&quot;" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/David_Hume" target="_blank">David Hume</a>. Se vimos algo acontecer, tendemos a achar que a chance de acontecer de novo é maior do que algo que não vimos acontecer. Portanto, se uma pessoa nunca ouviu que leões são perigosos e mordem para matar, não temerá em sua presença.</p>
<p style="text-align: justify;">Assim, um povo oprimido tende a esperar mais opressão, um povo livre tende a esperar liberdade, um povo amedrontado e atacado tende a esperar mais ataques. Para que isto mude, é preciso que o equilíbrio das experiências vividas e dos afetos sofridos mude.</p>
<p style="text-align: justify;">Então, com Osama ou sem Osama, o povo americano, vingado ou não, continua vítima do maior ataque que poderia sofrer: o ataque contra a sua própria paz. De aeroporto em aeroporto, de raio x em raio x, este império estará sempre com uma preocupação, sempre amedrontado, sempre esperando pelo pior. E para que isto mude, serão precisos anos e anos de pura paz e tranquilidade. Algo difícil de imaginar, no mundo em que vivemos.</p>
<p style="text-align: justify;">Clóvis de Barros Filho</p>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow: hidden;">
<dl>
<dd><span class="given-name">Jônatas</span> <span class="family-name">Cunha</span></dd>
</dl>
</div>
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		</item>
		<item>
		<title>Indústria do Turismo</title>
		<link>http://veredaestreita.org/2011/03/10/industria-do-turismo/</link>
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		<pubDate>Thu, 10 Mar 2011 21:27:23 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Olé</dc:creator>
				<category><![CDATA[Experimentações Artísticas]]></category>
		<category><![CDATA[Fotografia]]></category>
		<category><![CDATA[Reflexão]]></category>
		<category><![CDATA[Turismo]]></category>
		<category><![CDATA[arte]]></category>
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		<category><![CDATA[Museus]]></category>
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		<category><![CDATA[Turistas]]></category>
		<category><![CDATA[Vereda Estreita]]></category>

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Olegário A. Filho</p>
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		<item>
		<title>Culturas</title>
		<link>http://veredaestreita.org/2011/01/26/culturas/</link>
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		<pubDate>Wed, 26 Jan 2011 06:30:40 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Clóvis de Barros Filho</dc:creator>
				<category><![CDATA[Colunistas]]></category>
		<category><![CDATA[Filosofia]]></category>
		<category><![CDATA[Patrimônio]]></category>
		<category><![CDATA[Reflexão]]></category>
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		<category><![CDATA[São Paulo]]></category>
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		<description><![CDATA[Vaticano. Foto: Olegário A. Filho Geralmente, quando se fala de cultura, não se considera a abrangência e a plurissignificação do termo. Na realidade, o conceito de cultura pode significar várias coisas. O mau uso do termo acaba por descredenciar o interlocutor a um discurso legítimo, fazendo com que seu poder social perca força, transformando a [...]<div class="addthis_toolbox addthis_default_style " addthis:url='http://veredaestreita.org/2011/01/26/culturas/' addthis:title='Culturas '  ><a class="addthis_button_facebook_like" fb:like:layout="button_count"></a><a class="addthis_button_tweet"></a><a class="addthis_button_google_plusone" g:plusone:size="medium"></a><a class="addthis_counter addthis_pill_style"></a></div>
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			<content:encoded><![CDATA[<h5 style="text-align: justify;"><img class="aligncenter size-full wp-image-2752" title="vaticano_olegario_a_filho" src="http://veredaestreita.org/wp-content/uploads/2011/01/vaticano_olegario_a_filho.jpg" alt="" width="425" height="278" />Vaticano. Foto: Olegário A. Filho</h5>
<p style="text-align: justify;">Geralmente, quando se fala de <strong>cultura</strong>, não se considera a abrangência e a plurissignificação do termo. Na realidade, o conceito de cultura pode significar várias coisas. O mau uso do termo acaba por descredenciar o interlocutor a um discurso legítimo, fazendo com que seu poder social perca força, transformando a sua causa em causa perdida.</p>
<p style="text-align: justify;">Podemos começar com a definição que nos é mais distante: <strong>cultura como criação</strong>. Científica, mesmo. Uma cultura de bactérias, por exemplo. É cultura, de cultivar. Esta não nos interessa. Aqui, cultura é um termo técnico, a serviço do experimento.</p>
<p style="text-align: justify;">Passemos aos <strong>significados sociais de cultura</strong>. Há dois que gostaria de destacar. O <strong>primeiro</strong> deles é o mais abrangente. <strong>Cultura como o conjunto de manifestações</strong> que identificam um povo como diferente do outro. Assim sendo, temos a cultura japonesa, que compreende sua culinária, modos específicos de vestimenta, tradições, etc. Temos a cultura francesa, a italiana &#8211; operesca e cheia de pomodoro &#8211; e tantas quanto possíveis.</p>
<p style="text-align: justify;">A cultura, neste caso, é o traço que diferencia essencialmente uma sociedade de outra. Um agrupamento de pessoas de outro. É uma definição que, na diversidade que nos envolve, acaba sendo simplificadora demais, e coloca pessoas singulares dentro de grupos culturais que lhes são estranhos. É o caso de dizer, por exemplo, que a capoeira é um traço da cultura brasileira, enquanto os efetivos praticantes não passam de uma minoria. Sendo assim, para estar conceitualmente coerente, o interlocutor, ao se referir a esta definição de cultura, deveria falar sobre traços universais dentro de um agrupamento social. No caso do Brasil, difícil tarefa. Restaria o arroz e feijão, a novela das 9 e mais uma ou outra coisa.</p>
<p style="text-align: justify;">Perceba que o assunto vai ficando mais e mais embaçado, e você, que achava que entendia de cultura, começa a se perguntar o que sabia. É este nosso objetivo. O pensamento do filósofo está sempre em suspensão, sempre questionando e desconstruindo.</p>
<h5 style="text-align: justify;"><img class="aligncenter size-full wp-image-2759" title="pieta_olegario_a_filho" src="http://veredaestreita.org/wp-content/uploads/2011/01/pieta_olegario_a_filho.jpg" alt="" width="425" height="233" />Pietà, de Michelangelo. Foto: Olegário A. Filho</h5>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;"><strong>Outra</strong> definição de <strong>cultura é aquela que envolve produções</strong> que poderíamos chamar de <strong>artísticas</strong>. Aqui a coisa fica difícil. E muito. Sabe-se que o homem tem em si uma necessidade de manifestação que lhe é inata. É o animal que melhor sabe manifestar seus sentimentos, quando tem consciência deles. Fá-lo das mais diversas e incríveis maneiras. Desde pequeno. Mas dizer o que é cultura e o que não é torna-se tarefa penosa e desgastante.</p>
<p style="text-align: justify;">Porque a atribuição de sentido é sempre dada socialmente. Não existe a idéia de cultura pronta em Júpiter, da qual podemos extrair a essência do termo e comparar com nossas manifestações. Se houvesse, a vida seria mais simples, sem dúvida.</p>
<p style="text-align: justify;">Resta, então, aos agentes sociais, lutar pela definição do que seja e do que não seja cultural. E aí ficou estabelecido, porque assim quiseram os vencedores, que a música de um certo tipo é mais cultural que a outra, que quadros de épocas diferentes, de pintores diferentes e de estilos diferentes tenham também valores diferentes, sempre usando critérios diferentes. Por isso podemos constatar que obras e produções por vezes passam anos esquecidas e, de repente, adquirem valor tremendo.</p>
<p style="text-align: justify;">Nós, no Brasil sentimos na pele, historicamente, o peso da luta pela definição do bem cultural. Ou você acha que a nossa adoração por itens franceses, italianos, até americanos é natural e necessária? Não é. Acontece que, no Brasil, como você sabe, as camadas mais abastadas da população sempre procuraram diferenciar-se da &#8216;ralé&#8217;. Para tanto, buscavam aquilo que a tal &#8216;ralé&#8217; jamais poderia ter, ou seja, bens do exterior, sempre mais caros e glamorosos. Mas não em si, apenas porque diferenciavam os dominantes dos dominados.</p>
<p style="text-align: justify;">Esta situação, de associar a cultura &#8216;legítima&#8217; ao capital não é de hoje. Sabe-se muito bem que quase toda a produção artística admirada hoje foi feita a mando dos poderosos, foi custeada pelos famosos mecenas. É inevitável ponderar como poderia ter sido a produção cultural se houvesse espaço para todo o tipo de manifestação.</p>
<h5 style="text-align: justify;"><img class="aligncenter size-full wp-image-2757" title="balao_olegario_a_filho" src="http://veredaestreita.org/wp-content/uploads/2011/01/balao_olegario_a_filho.jpg" alt="" width="425" height="449" />Foto: Olegário A. Filho</h5>
<p style="text-align: justify;">Mas, se olharmos para o mundo atual, veremos que o espaço está permitindo cada vez mais que produções comecem fora do mundo do capital, se destaquem e ganhem espaço. Mas as regras ainda são as mesmas. Ou tem grana ou tá fora.</p>
<p style="text-align: justify;">É o caso do <strong>Cine Belas Artes</strong>, aqui em São Paulo. Quando o capital se apresentou mais forte em outro lugar, o dono do estabelecimento roeu a corda, e o cinema e seus amantes que se f*.</p>
<p style="text-align: justify;">Mas, como cultura não é exatamente mercadoria, é também identidade coletiva, como explicamos acima, os amantes do cinema fizeram e estão fazendo a sua parte na luta social pela definição da ocupação legítima do imóvel da rua Consolação. E estão ganhando, pelo visto. Para o dono do local, uma dor de cabeça inesperada, para os amantes da cultura, um fôlego esperançoso.</p>
<p style="text-align: justify;">Mas se há algo a aprender nas relações sociais contemporâneas é que o capital triunfa sempre, portanto, há de se esperar novos ataques, de outras redes de lojas, ao local querido por tantos. A solução? Seguir na luta&#8230;</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Aliás</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Quem são os homens por trás da cortina? Afinal, <strong>quem ataca o Cine Belas Artes</strong>? Quem pressiona o proprietário? Estou certo de que a estratégia mais eficiente seria descobrir esta valiosa informação, guardada a chave de ouro, evidentemente&#8230;</p>
<p style="text-align: justify;">Clóvis de Barros Filho</p>
<p style="text-align: justify;">
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