Trieiros: caminhos abertos

Publicado em 20 de agosto de 2008, às 23:49. | Deixe um comentário!

Artigo sobre Colunistas, Teatro.


Ontem, domingo, às 19h, me fiz presente no VIGA Espaço Cênico. Um nome que me chamou muito a atenção pelo fato de não ser um “teatro”, onde uma peça ocorreria, mas um “espaço cênico”. E realmente o era. Em lucal inusitado, o sótom de uma casa, aconteceria a peça Trieiros: caminhos abertos.

Havia algum tempo que não assitia uma peça de teatro. E desde nunca, eu tinha visto uma peça num espaço tão diferenciado, que caberia precisamente na proposta intimista da peça.

Trieiros, em sua chamada, explica: “ao som de uma sanfona, Leonora, Maria de Goias e Rosalva desfiam suas histórias, trilhando atalhos, estradas e vielas. E assim vão as três mulheres contando suas histórias, suas vivências na roça e na cidade grande, de uma forma tão expontânea e simples, que é difícil não se contagiar e se comover com as aventuras e dessabores da trupe.

Apesar da atuação cativante e do cenário bacaníssimo, o que mais me chamou a atenção, pela novidade, foi a forma de interagir com o público. No espaço cênico, estavam tão somente 50 pessoas. Não por que haviam assentos vagos, mas porque era essa mesma a proposta. Nos ires e vires das histórias, as pessoas da platéia eram aboradas para falar um pouquinho se si, e complementar o enredo. Ali, em uma noite, eu descobri um cozinheiro, um chef provavelmente, uma recém-lançada-cantora, que acabara de gravar um CD, e uma empresária, dona de uma fábrica de roupas de lã. Cada um com seus causos.

E eu também acabei participando da história. Contei sobre a primeira vez que me perdi pela grande São Paulo, tomando placas erradas. Mas esqueci da minha mais incrível aventura enquanto criança. Quando, na praia, adormeci abraçado a uma garrafa plástica, e  boiei para umas duas praias distante, para desespero dos meus pais. Por sorte, e ajuda de um casal que estava tomando sol pela praia, achei meus pais.

O interesse sincero das personagens em saber da vida do público, dos detalhesinhos e do intercruzar das histórias, mexia com quem assitia. Elas resgatavam aos pouquinhos aquilo que se perdeu na cidade grande, o interesse real e sincero pelo que acontece com o próximo, por querer conhecer curiosa, sincera e ingenuamente sobre a vida de quem passa pela nossa.

A peça é um resgate dos valores das pessoas simples e de uma vivacidade, de um gosto pelas pequenas coisas, que se perdeu com a urbanização e o ritmo da metrópole.

Trieiros vale por si só, e ainda mais, pela revisão comovente que faz do caminhar de nossas vidas.

Bruno Incáo




Post relâmpago: “O Fingidor”

Publicado em 18 de maio de 2008, às 21:50. | 3 Comentários

Artigo sobre Teatro, Televisão.


Não terei tempo hábil para fazer um post à altura desta peça. Hoje, às 23 horas, na TV Cultura, programa Direções, será apresentada uma peça de Samir Yazbek sobre Fernando Pessoa, que rendeu-lhe o Prêmio Shell de dramaturgia de melhor autor em 99.

Como sabemos, existiram muitos heterônimos criados pelo poeta português. Os três mais estudados no ensino médio são: Álvaro de Campos, Ricardo Reis e o mestre Alberto Caeiro. Eles, assim como Pessoa, são retratados na peça, mas Samir inventou outro: Jorge Madeira.

Um crítico que adorava Fernando Pessoa, mas não o conhecia pessoalmente, precisa de um datilógrafo. Por sorte, ou não, ele conhece Jorge Madeira e toda a trama se dará a partir disso.

A busca por si mesmo, o encontro com outros Eus, a perda da identidade… Para quem não conhece Pessoa, é uma ótima iniciação. Para os que o amam, um prato cheio.

E viva a TV Cultura!

Olé

PS: Letras e Leituras




Tá chegando a hora…

Publicado em 1 de abril de 2008, às 13:51. | 1 Comentário

Artigo sobre Cinema, Dança, Exposições, Música, Shows, Teatro.


Mais um ano se passa. Conto os dias desde o último evento: a Virada Cultural! “Das 18h do dia 26 às 18h do dia 27 de abril” teremos um dos eventos mais aguardados no campo cultural aqui na cidade de São Paulo.

Muitas pessoas relacionam a última edição apenas à grande confusão que aconteceu na Praça da Sé, às atrações superlotadas… e provavelmente hesitarão em ir. É importante que essas pessoas entendam que operar um evento desta magnitude é bastante complicado. Só espero que ninguém desista por causa dos problemas do ano passado.

A programação oficial ainda não saiu e o site oficial não está pronto. Mas o SESC já se adiantou e divulgou em seu site os eventos que acontecerão em suas unidades. Acesse por aqui.

Então, agora é hora de analisar esta parte da programação e começar a traçar um roteiro prévio.

Até mais!

Olé




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